A nova Arena Laranjeiras!




Estamos na parte de cima da tabela, Henrique Dourado está queimando a língua dos críticos e Richarlison está provando que não vai tirar o pé pra forçar uma venda pro exterior. Enfim, excetuando o já conhecido problema de falta de elenco, o time vai bem e tem tudo pra ganhar hoje do Atlético Paranaense. O jogo acontece no Maracanã.

E por falar em jogo em casa, o estádio próprio sempre vem à mente do torcedor tricolor quando o assunto é falta de público, prejuízo com a baixa arrecadação e as elevadas despesas do Maraca. Muito se tem discutido sobre o tema, mas, na verdade, ainda não há nada de concreto e o horizonte financeiro não é dos mais promissores pelo lado das Laranjeiras.

Deixando de lado os conhecidos problemas de caixa, certamente a construção de um estádio próprio é fundamental para as pretensões tricolores de se manter entre os grandes do futebol brasileiro. Talvez, num futuro não muito distante, os times somente conseguirão fluxo de capital e, consequentemente, bons investimentos e retorno da torcida, se puderem contar com a renda das partidas em casa. E isso só será possível com uma arena na qual o Fluminense possa chamar de sua.

O Palmeiras é um bom exemplo de como a participação da torcida é fundamental para os cofres do clube. Somente neste ano de 2017, o time possui uma média de 31.204 torcedores pagantes nos jogos em que tem o mando de campo, com uma arrecadação total aproximada de 25,1 milhões de reais.

De acordo com o site Globoesporte.com, cada partida do Palmeiras tem uma renda bruta média de R$ 1.930.718, com a torcida pagando R$ 61,00 por ingresso. Apenas no último jogo contra o Atlético Mineiro o lado verde de São Paulo arrecadou mais de dois milhões de reais.

Todos estes números impactam em outras fontes de renda. Desde que passou a usar a nova arena, o Palmeiras teve um crescimento vertiginoso de sócio-torcedores. Atualmente, ele é o primeiro lugar neste quesito, sendo que o site futebolmelhor.com.br demonstra que hoje o time tem 122.778 sócios. O Fluminense é apenas o décimo colocado, com pouco mais de 35 mil sócios. Muito pouco!

Com tanto apoio da torcida, o time conseguiu melhor divulgação das marcas e atração de patrocinadores. Hoje, a camisa do Palmeiras é cobiçada e a Crefisa jorra dinheiro no clube. Se ela sair, certamente tem patrocinador na fila pra entrar. O Fluminense, pelo contrário, não tem patrocínio master e nem perspectiva de possuir um que valha a pena.

Há um consenso entre os críticos do futebol de que o Palmeiras somente cresceu dessa forma após a conclusão das obras do Allianz Parque (ainda tem naming rights), já que houve uma maior identificação da torcida com o time e, por conseguinte, atração de diversos investimentos.

Outros casos poderiam ser citados, mas todos passam pela construção de um estádio próprio. Sem um local em que o torcida identifique como seu, os vínculos com o torcedor ficam cada vez mais fluidos e, com o passar do tempo, o amor pelo clube tende a diminuir. Afinal, a massa quer se sentir acolhida.

No final da administração de Peter Siemsen, cogitou-se construir um estádio na Barra da Tijuca. Inclusive, o próprio Peter alardeou que havia um memorando de intenções para a aquisição da área, necessitando ainda de gestão política para a construção, já que a lei de ocupação de solo da cidade do Rio de Janeiro proíbe a edificação no local.

No entanto, caso o projeto não saia do papel, é possível que se busque adequar as Laranjeiras para receber os jogos do time. A exemplo do Atlético Mineiro, que manda seus jogos no Independência, cuja ocupação máxima é de aproximadamente 25 mil pessoas, o Fluminense poderia pensar em reformar as Laranjeiras para esta finalidade. Basta procurar na internet que verão diversos projetos para o estádio, um, inclusive, já bem adiantado.

É claro que vários aspectos deverão ser levados em consideração, tais como o fluxo de trânsito no Bairro das Laranjeiras, a preservação da fachada, que é tombada pelo patrimônio histórico, assim como a manutenção das funcionalidades próprias de um clube como é a sede da Rua Álvaro Chaves. Contudo, pelas apresentações já realizadas para a diretoria e facilmente acessadas na rede mundial de computadores, percebe-se a sua viabilidade do empreendimento e, certamente, em vez de gasto, será um belo investimento do clube.

O futuro é agora e a torcida certamente comprará a briga do clube por este espaço. A identificação será imediata. A diretoria tem que ousar.

Ser Fluminense acima de tudo!

Toco y me voy:

  1. Henrique Dourado não está se limitando a colocar a bola na rede. Ele também vem assistindo os seus companheiros e segurando a zaga adversária. Como disseram por aí, foi a “melhor contratação” do Fluminense no ano.
  1. Por mais que me chamem de iludido, acredito que Robert, assim que tiver uma chance, vai nos brindar com um grande futebol. Com a cabeça no lugar e o coração na ponta da chuteira, ele vai longe. Força garoto!
  1. Gostei do Júlio César no lugar do Cavalieri. Ele tem proporcionado mais segurança à nossa zaga e também à nossa torcida. Espero que agarre a oportunidade, literalmente.
  1. Como Wellington Silva e Sornoza fazem falta!
  1. Abel Braga cismou com o Marquinhos Calazans. Ele não entra nem a pau. Não está claro se é teima do treinador ou algum motivo ainda não declarado. A torcida espera a verdade.

Evandro Ventura

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