Dos títulos Brasileiros que em Laranjeiras eu festejei…

Amigos Tricolores, quem acompanha esta minha coluna, o “Recordar é Viver”, teve a oportunidade de ler minhas histórias contra quase todos os adversários do Fluminense no primeiro turno do atual Brasileirão, e ainda na Copa do Brasil e até Sul-Americana. Na verdade, contra 18 adversários do Brasileirão. Faltou o jogo contra o Vasco, pois o site ficou temporariamente fora do ar por problemas técnicos. Então hoje relembro dois jogos conta o time cruzmaltino, talvez os mais importantes da história do confronto, num dos títulos inesquecíveis.

Escrever sobre os jogos Fluminense x Vasco em Brasileirões sem lembrar daqueles dois jogos da decisão de 1984 que nos garantiram o BICAMPEONATO BRASILEIRO seria escrever pela metade.

Afinal, foram os dois clássicos regionais talvez mais importantes da História Tricolor, por renderem o título mais relevante.

E se aquela campanha de 1984 vinha sendo de alto nível, o gol de Romerito no primeiro tempo do primeiro jogo foi de arrepiar.

Com 40 clubes participantes inicialmente divididos em 8 grupos, o Campeonato Brasileiro teve 3 fases, antes das quartas de final, semifinais e final.

O Flu enfrentou na primeira fase Santos, ABC/RN, Ferroviário/CE e Confiança/SE. Lembro-me de ter ido a um jogo dessa fase numa noite de quarta-feira, 21 horas, contra o ABC, em Moça Bonita. Fui num ônibus de caravana da Força Flu, minha estreia no campo do Bangu. Vitória do Flu por 1 x 0, gol de Assis aos 18 do segundo tempo, público de 3.596 presentes.

Na segunda fase enfrentamos Bahia, Goiás e São Paulo, e na terceira fase passamos por Santo André/SP, Operário/MS e Portuguesa/SP. Na segunda fase vi um Fluminense x Bahia no Maraca, que vencemos por 3 x 1, e consegui um ingresso para a Tribuna Desportiva, um local muito nobre do estádio, onde ficavam autoridades e dirigentes dos clubes. Lembro que os dirigentes do Bahia comemoraram o gol de empate quase ao meu lado, mas depois o Flu fez mais dois gols e fui eu quem saiu comemorando.

Nas quartas, abatemos o Coritiba, com um empate em 2 x 2 em Curitiba, e um retumbante 5 x 0 no Maracanã, numa exibição de gala em que estive presente, e da qual tenho belas lembranças.

Na semifinal enfrentamos o Corinthians. A vitória por 2 x 0 no Morumbi sobre a democracia corinthiana foi uma das maiores exibições do Fluminense como visitante em sua História. O Flu jogou muito e poderia ter goleado um Corinthians que mal andou em campo, e era um timaço. Foi a vingança da eliminação na semifinal na invasão corinthiana de 1976, sendo que em 1984 nos valeu o título, e eles perderam depois na final em 76.

Assis e Tato marcaram naquela exibição de gala, e, no jogo da volta, comemorei meu aniversário no Maraca (20 de maio) com a conquista da vaga na final, num 0 x 0 controlado. A final seria contra o Vasco, que passara pelo Grêmio.

A GRANDE FINAL DE 1984

Eu estava lá, nos dois jogos. Como iria perder aquela chance de ver ao vivo meu primeiro título brasileiro como torcedor tricolor?

Lembro que o preço dos ingressos estava salgado, e eu e meus amigos chegamos a pensar em ir apenas ao segundo jogo. Lembro que não me conformei muito, e então sugeri irmos no primeiro jogo de geral, o que raramente eu fazia.

Talvez na minha vida eu tenha ido a uns 5 ou 6 jogos de geral. Tenho vagas lembranças de alguns. Muito mais para conhecer o local do que qualquer outra coisa. A visão não era boa. Se víamos as jogadas junto à lateral bem de perto, pouco ou quase nada era possível ver quando as jogadas aconteciam do outro lado do campo.

Mas naquela quinta-feira foi o que fizemos. Partiu, Geral!

O Flu mostrou sua força desde o início do jogo, e aos 23 Tato arrancou pelo meio e tocou para Assis na esquerda, este cruzou na medida e Dom Romero bateu firme de pé direito, o goleiro Roberto Costa deu rebote e Romerito, com o mesmo pé e já na corrida para a comemoração, concluiu de primeira para o fundo das redes.

O Flu pressionou muito naquele primeiro jogo, teve inúmeras chances de ampliar, tinha o time muito melhor.

O placar de 1 x 0 acabou prevalecendo, com 63.156 presentes, e fomos para o segundo jogo com a vantagem mínima, partindo para o segundo jogo.

Foi um jogo nervoso, pegado, chances para os dois times, mas o placar em branco até o último minuto garantiu o Caneco nas Laranjeiras, e mais um título Brasileiro.

O time formou com Paulo Vitor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato, com mestre Parreira no comando.

Me emocionei muito naquele início de noite no Maracanã, onde 128.781 pessoas estiveram. Dali fomos para as Laranjeiras, comemorar uma conquista histórica.

Uma noite, Amigos Tricolores, pra lá de inesquecível. Guardada aqui num dos escaninhos da minha mente tricolor, dentre tantos registros de pura emoção que o Fluminense sempre me proporcionou…

“Das Taças que levantei…

…dos Títulos Brasileiros que em Laranjeiras eu festejei…”

E hoje estarei de novo no Maraca…

Porque O IMPORTANTE É O SEGUINTE: SÓ DÁ NENSE!!!

Por PAULONENSE / Explosão Tricolor

(Esta coluna volta a qualquer hora, quando novos adversários surgirem, seja pela Sul-Americana ou Primeira Liga, ainda este ano. Histórias de Fluminense não faltam nunca na minha memória…)

Um grande artilheiro tá sempre ligado: se o goleiro pega na primeira, uma segunda batida para conferir é sempre mortal. Golaço de ROMERITO.