Sucesso versus Preocupação




Olá amigos do Explosão Tricolor! Venho compartilhar com vocês, leitores, alguns sentimentos que tenho, após esse avassalador início de temporada do Fluminense. Todos nós que acompanhamos, amamos e entendemos o futebol, sabemos que um time é como um quebra-cabeças montado por um treinador, onde os jogadores (elenco) são as peças, e auxiliando a montagem desse quebra-cabeças existem: Comissão técnica, departamento de futebol, médicos, fisiologistas, nutricionistas, massagistas, psicólogos, além de um ambiente adequado para que isto ocorra. Sabemos ainda que, neste quebra-cabeça de 25 a 32 peças, o mais difícil é montar o meio. Desta forma, aprendemos desde criança, a iniciarmos a armação pelas pontas. Essa é a metodologia habitual.

Pois bem: Abel Braga, excelente montador de quebra-cabeças, contraria essa metodologia, e inicia o quebra-cabeças justamente pelo lugar mais difícil. É como se ele pensasse: “Se eu encaixar o meio, o resto é fácil!”. Para os comuns, isso seria impossível. Mas estamos falando de Abel Braga. O fato é que Abel montou o meio do quebra-cabeças com as mais brilhantes peças, onde uma peça complementa a outra por música. Parece que jogam juntos há 5 anos. As peças se buscam e se encontram durante 90 minutos de cada partida. Me atrevo a dizer que, dentre todos os times do Brasil, nenhum tem um meio como o nosso. E eu vejo futebol o dia inteiro (para desespero da minha esposa).

Orejuela parece um lord jogando bola. Seria pecado chamá-lo de cabeça de área. O Equatoriano toca a bola como quem a faz rolar em uma mesa de sinuca. Possui uma visão absurda de movimentação dos companheiros. Quando a bola chega nele, ele já sabe o que fazer. Isso tranquiliza a defesa, e garante a liberdade de criação para os meias, laterais e atacantes.

Douglas é um monstro. Joga muito. Sangra pelo Fluminense. Ama a camisa! Esse jogador é o motor de propulsão da máquina. Auxilia na marcação com precisão, e apoia frequentemente (com qualidade), fazendo com que o Fluminense sempre tenha dois ou três jogadores a mais como opção de passe e criação de jogadas.

Sornoza é o cara que nos faz esquecer o Conca (embora sejamos gratos por tudo o que ele fez no clube…mas perdeu o status de ídolo por muito pouco). Sornoza antevê as jogadas, joga simples, joga fácil…nos faz pensar que fazer uma virada de jogo de 30 metros é como andar de bicicleta com rodinha: Fácil, qualquer um faz. Que jogador! Que humildade! Que facilidade de adaptação! Estamos todos encantados com a magia de seu futebol.

Gustavo Scarpa é o nosso xodó. Chutes certeiros, passes precisos, visão de jogo. Não se esconde do jogo em momento algum. E nos orgulha por ter sido feito na nossa casa, em Xerém (assim como Douglas). Joga demais, e é vital para o nosso time. Em um lance, decide. É mortal.

Portanto, amigos leitores, temos um meio campo de talento, como nenhum outro clube no Brasil possui. Fato!

Entretanto, de acordo com entrevistas dadas pelo presidente Pedro Abad ao longo da última semana, por questão de sobrevida, o Fluminense precisará vender um jogador, para garantir pagamentos em dia até o final da temporada. Não temos patrocinador (essa novela se arrasta há séculos…só no Fluminense isso acontece), não temos fornecedor de material, não temos sócios-torcedores (por incompetência de marketing), etc…

O meu receio é que uma peça desse quebra-cabeças seja retirada. E temos dois elegíveis: Douglas e Gustavo Scarpa. Seria trágico. Com esse meio campo, somos candidatos a qualquer título. E esta é justamente a minha preocupação.

O Richarlison, embora ainda não tenha dado retorno técnico ao clube, seria uma ótima opção de venda, para mantermos o restante do time. Ganharíamos fôlego até a chegada dos patrocinadores (que caminham a passos de cágado!). Temos também outras opções para o “cardápio de vendas”.

Mas por favor, diretoria: NÃO VENDAM O NOSSO MEIO CAMPO.

Antes do apito final:

a) Danielzinho precisa entrar mais nos jogos, para ter entrosamento, seja com Sornoza, seja com Scarpa. Se a diretoria cogitar vender algum dos jogadores que citei acima, é a hora do Danielzinho começar a se adaptar. Temos muitos jogos para isso.

b) Nos apaixonamos e queremos pedir a noiva (time) em casamento, mas os pais da noiva continuam distantes. Diretoria: aproveitem o bom momento e se aproximem da torcida. Façam ações de marketing. É inacreditável essa passividade. Continuarão pais de filhos solteiros.

Um abraço à todos, saudações tricolores e FORÇA SCUDI.

Daniel Coelho

 

Por Explosão Tricolor / Foto: Fluminense FC

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