Encarnou?




No início desta temporada não foi fácil encontrar um jornalista, colunista ou torcedor que colocasse o Fluminense como um time a brigar na frente nos campeonatos que disputará. Eu mesmo estava receoso pois as novidades, com exceção, talvez, de Abel Braga, foram apostas. Os equatorianos apareciam com elogios e vídeos de bons momentos no noticiário Tricolor, porém poderiam chegar e demorar para ter uma adaptação boa o suficiente para ajudar o time. Lucas, o lateral, chegou às Laranjeiras com comemoração de torcedores do Cruzeiro, seu último clube. Outros jogadores apenas voltaram de empréstimo pois nosso amado clube não tem, por diversos fatores, capacidade de competir no mercado de transferências. Abel Braga, em uma entrevista coletiva, disse que viria para dar novamente ao Fluminense a alva que havia se perdido. Sem vencer nas últimas dez partidas da última temporada, o então novo treinador parecia estar certo.

As prévias e os prognósticos estavam todos contra o Tricolor. Felizmente, a máxima de Nelson Rodrigues está funcionando. De acordo com ele, “se os fatos estão contra o Fluminense, pior para os fatos”.

No fim da noite dessa quarta-feira, completaremos uma semana desde a estreia oficial do Fluminense na temporada, e, nesses sete dias, parece que tudo mudou. Contra o Criciúma tivemos um time aguerrido e que buscou o resultado positivo até o final e o conseguiu com grande emoção, aos pés de um moleque de Xerém. Isso animou os ânimos para o clássico com o Vasco na estreia do campeonato carioca. Foi um passeio, sete a um seria pouco. Assistindo aos noticiários esportivos e programas de mesas redondas, ouvi que o Fluminense já mira uma vaga na Libertadores do próximo ano com o time que tem e as críticas evaporaram.

Os equatorianos chegaram bem e Lucas parece seguro na lateral direita. Sornoza é o tipo de jogador que o Fluminense precisava já há algum tempo. Ele busca o jogo e divide o protagonismo da criação de jogadas com Scarpa. Tal participação é crucial para que a pressão sobre o nosso camisa dez seja dividida e que as atuações do meia não sejam tão visadas. Orejuela, no jogo contra o Resende, completou três jogos inteiros sem errar passes. O volante parece aquela torneira que não para de pingar em nenhum momento. Se olharmos por um segundo, não parece nada demais, entretanto, no fim do mês vai ter uma grande diferença na conta de água. O cara acerta até passe de cabeça em bola dividida. Abel mudou o jeito do Fluminense jogar, estamos valorizando a posse de bola e aquele 4-2-3-1 engessado e que não agradava a ninguém foi modificado e agora temos variações ao longo dos jogos.

Foram, até agora, três jogos, todos terminaram com vitórias nossas. Os jogos contra Resende e Criciúma foram mais complicados, bom seria se jogássemos contra o Vasco em todas as rodadas. Mesmo assim, vemos diferenças abissais entre o fim de ano passado e o início dessa temporada. Será que a alma Tricolor que vagava por aí, fazendo com que o nosso time nos assombrasse encarnou novamente?

Gustavo Scarpa discorda. Em entrevista ao final do jogo contra o Resende o meia apresentou uma opinião diferente do treinador. Para ele, “falta de alma” é um termo muito forte e citou a dificuldade de mudar um panorama negativo ao longo de um campeonato como o Brasileirão. Citou ainda a sequência que resultou com a demissão do próprio Abel em 2013, seis derrotas seguidas.

E então? Tínhamos alma? Não tínhamos alma? Ela encarnou novamente, ainda é cedo para definir o Fluminense para essa temporada?

Ficam as perguntas!

SOBRE O JOGO FLUMINENSE 1X0 RESENDE

• Douglas, Scarpa e Sornoza têm bom histórico de finalizações de fora da área. No primeiro tempo não aconteceu nenhuma, mesmo com o adversário bem recuado. Todos vimos como foi o nosso gol na partida.

• O posicionamento do time nos fez tomar dois cartões amarelos matando contra-ataques do adversário. Marquinho também poderia ter tomado o seu. Atenção nisso para os próximos jogos.

• O desempenho foi bem abaixo dos outros jogos, mesmo assim ganharíamos do Vasco.

• Mesmo com má atuação coletiva, não vi atuações individuais ruins. Acredito que jogarmos mal foi um ponto positivo para a atuação do Resende.

• Abel, pela primeira vez nessa passagem, não mexeu bem no time. O próprio treinador reconheceu isso em entrevista coletiva.

• Mesmo com Orejuela mantendo o mesmo ritmo de acerto de passes durante todo o jogo, cansando um pouco no final, Lédio Carmona estava dizendo desde os 20’ da segunda etapa que o volante estava cansado.

• Luiz Carlos Júnior falou umas oitenta vezes que o Fluminense não vencia três seguidas desde abril do ano passado. Xarope!

• Foi pênalti no Henrique Dourado.

Abraços,

Karel Leal

Por Explosão Tricolor 

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