Por que o Fluminense não pode testar outro goleiro?

Por que o Fluminense não pode testar outro goleiro? (Foto: Nelson Perez / FFC)

Por que o Fluminense não pode testar outro goleiro? (Foto: Nelson Perez / FFC)

Bom, torcida de guerreiros, o Fluminense venceu o Cruzeiro na noite de ontem. Uma vitória emocionante e importante. Jogo grande, decisivo, no Mineirão. Enfim, uma bela vitória… No entanto, mais uma vez, a defesa tricolor marcou bobeira. Apesar das falhas dos zagueiros e laterais, é preciso ficar atento ao desempenho do guarda-redes. Como único jogador em campo que pode tocar a bola com as mãos, o goleiro tem papel fundamental em evitar que o adversário balance as redes. Nesse ponto, quero falar sobre o atual momento do Diego Cavalieri e algumas alternativas do Fluminense.

No segundo gol sofrido pelo Fluminense, o arqueiro Diego Cavalieri voltou a falhar, ao demonstrar indecisão na saída de gol. Pois bem, não é de hoje que o nosso camisa 12 vem com desempenho bastante irregular. Infelizmente, nos últimos anos, Cavalieri não consegue repetir atuações exuberantes como as de 2012, ano em que se consagrou com a conquista do tetra.

Não tenho mais confiança no “Paredão Tricolor”. O Cavalieri de hoje, não tem boa saída em bolas aéreas, no “cara a cara” dificilmente salva o Fluminense, muitas vezes demora a sair da meta, além de não saber jogar com os pés. Mas por que o goleiro tetra-campeão caiu de nível de maneira tão gritante? Não sei dizer. Mas o fato é que o Fluminense precisa de alternativas.

Porém, criou-se inviolabilidade em relação ao Diego Cavalieri. E isso, parte não só da torcida, como também das comissões técnicas que passaram pelo Fluminense. Mesmo com tamanha irregularidade do nosso goleiro titular, poucos cogitam uma mudança.

Mas por que tanto medo da mudança? Por que tanto conformismo? Nossos goleiros reservas são ruins?

Na verdade, o Fluminense está muito bem servido de goleiros.

Julio César, o principal deles, tem ampla experiência. Inclusive, à nível internacional, foi mais bem-sucedido que o próprio Diego Cavalieri. Com passagens por Benfica, de Portugal, e Granada, da Espanha. Ano passado, Júlio César brilhou na ausência de Cavalieri, que desfalcou o Fluminense por conta de uma lombalgia. Ao brilhar contra o Paysandu, foi um dos principais responsáveis pela classificação do Tricolor às quartas da Copa do Brasil. Portanto, já mostrou, inclusive com a camisa tricolor, que tem condição para ser titular. Alguns tricolores, por má vontade em fazer uma avaliação mais ampla, citam uma falha do Júlio César, ainda em tempos de Botafogo, como justificativa para que o goleiro não atue pelo Fluminense em mais oportunidades. Meus amigos, isso já faz quase nove anos. O Júlio César evoluiu, além do mais, não se pode julgar um goleiro apenas por uma falha. Mas sim por uma regularidade ou a falta dela.

Marcos Felipe, jovem de 19 anos, cria de Xerém, corre por fora. Mas se engana quem acha que o mesmo não mereça uma oportunidade. Apesar de jovem, Marcos Felipe tem muito potencial. Figura conhecida nas categorias de base da seleção brasileira, poderia muito bem receber oportunidades na equipe. O arqueiro esteve emprestado ao Macaé, onde adquiriu também experiência profissional.

Matheus Phillipe, teoricamente a quarta opção do elenco, foi destaque na conquista do Brasileiro Sub-20 do ano passado. Integrado ao elenco profissional recentemente, Matheus Phillipe demonstrou nas categorias de base que pode ser uma peça importante no futuro.

Opções não faltam no nosso elenco. Sendo assim, defendo um rodízio de guarda-metas. Por que não dar oportunidades, por exemplo, ao Júlio César no Campeonato Carioca?

Por sinal, o rodízio de goleiros é amplamente usado no futebol mundial. O Real Madrid, em 2014, ainda sob comando de Carlo Ancelotti, realizou um rodízio de goleiros, dando oportunidades a Lopez e Casillas. O Barcelona segue fazendo revesamento entre Ter Stegen e Cláudio Bravo. Desta maneira, o Barça conquistou a Liga dos Campeões. Falta visão no futebol brasileiro.

Não existe nada de anormal em promover mudanças. Não é o fim do mundo. Os reservas servem justamente para isso. E não peço uma barração definitiva do Diego Cavalieri, mas é fato que ninguém tem vaga cativa no futebol. Apenas acho justo que o Fluminense use os seus demais goleiros. É sempre bom ter alternativas. E o momento pede isso. Saudações Tricolores!

Leandro Alves / Explosão Tricolor

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