Debate nas redes sociais acende alerta sobre necessidade de vendas em massa para equilibrar o caixa; Martinelli, Bernal e Canobbio no alvo.
(por Vinicius Toledo)
Nas últimas horas, o debate nas redes sociais — impulsionado por postagens de influenciadores e setoristas como Gabriel Amaral — trouxe à tona uma realidade desconfortável para o torcedor do Fluminense. Enquanto o perfil Xerém Memes brinca com um “elenco estelar” digno de videogame (com Bouanga, Castillo e Savarino juntos), os números que ecoam nos bastidores sugerem um cenário de “pé no chão” forçado: o clube precisaria de cerca de R$ 200 milhões para colocar o caixa em dia.
A pergunta que fica no ar das Laranjeiras é: o Fluminense está inflando o elenco agora para fatiá-lo em julho?
O dilema dos R$ 200 milhões
A matemática é cruel. Se o clube realmente necessita de um montante dessa magnitude para equilibrar as contas antes da consolidação da SAF, a solução mais rápida e dolorosa é a venda de ativos. Nomes como Martinelli, Facundo Bernal e Canobbio já aparecem nas discussões da torcida como os “escolhidos” para o sacrifício financeiro na janela do meio do ano.
O sentimento de parte da torcida no X (antigo Twitter) é de que a diretoria, liderada pelo presidente Mattheus Montenegro, está gerindo o clube como um “governador em fim de mandato”. Ou seja, gastando o que não tem para entregar resultados imediatos, enquanto joga a conta bilionária para o colo dos futuros investidores da SAF.

Investimento alto x Caixa vazio
O ponto de maior atrito entre os tricolores é a contradição nos investimentos. Como o clube desembolsa 13 milhões de euros em Rodrigo Castillo e, logo em seguida, sinaliza que “não está nadando em dinheiro”? Se a safra de Xerém, como apontam alguns críticos, não está gerando as vendas milionárias de outrora (na casa dos 7 a 10 milhões de euros por “bruxinho”), a pressão sobre o time titular se torna insustentável.
Preparando o terreno para as saídas
Para o torcedor atento, a narrativa parece estar sendo construída: “Precisamos vender para sobreviver”. Ao ecoar o déficit e a necessidade de fluxo de caixa, cria-se um ambiente onde a venda de um ídolo ou de uma promessa se torna “aceitável” por falta de alternativa.
O Fluminense caminha para um divisor de águas. O balanço de 2025, que será publicado em abril, dirá se o clube está apenas passando por uma turbulência sazonal ou se estamos diante de uma liquidação necessária para evitar o colapso antes da chegada dos parceiros da Lazuli Partners. Até lá, o torcedor assiste ao “Dream Team” em campo, mas com um olho no relógio e outro na calculadora.
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E vagabundo tá lá: será que Bouanga vai vir pro Fluminense? E o clube precisando de 200 milhões de reais em vendas!
Será que o Mário Bittencourt vai a Los Angeles no meio do ano pra negociar? E o Mario anunciando o Bernal no Betis. https://t.co/z69o9wplzV
— Gabriel Amaral (@gabrielamaralll) March 25, 2026
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