Comandante tricolor aprova chegada do craque, destrincha opções táticas e avisa: “Não basta ser bom, tem que se complementar”.
O sábado no Maracanã começou com a apoteose da apresentação de Hulk no gramado e terminou com três pontos na conta após os 2 a 1 sobre o São Paulo. Na entrevista coletiva, como não poderia ser diferente, o técnico Luis Zubeldía foi questionado sobre como pretende encaixar o atacante de 39 anos em um setor que já conta com o artilheiro do Brasileirão, John Kennedy, o ídolo Germán Cano e o argentino Rodrigo Castillo.
Sem rodeios, o treinador argentino classificou a dor de cabeça como um “lindo problema” e fez uma profunda reflexão sobre o mercado da bola e a montagem de equipes equilibradas.
“Que lindo problema, não? Temos que ir partida a partida. O John Kennedy está passando por um bom momento. Castillo é um grande atacante, Cano também — o que vou dizer do Cano… Lamentavelmente não pude tê-lo este semestre pelas lesões, mas já está de volta. Depois, está o Hulk. Ele é um atacante mais do que um centroavante. Pode jogar um pouco pela direita, um pouco atrás do 9, um pouco como referência. Temos alternativas. Podemos conviver com todos que são compatíveis”, explicou Zubeldía.
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A lei da compatibilidade: “Ou você domina o mercado ou ele te domina”
Zubeldía revelou um dos grandes segredos dos bastidores do Fluminense ao explicar o critério usado para aprovar a chegada de Hulk. Segundo ele, um clube de ponta não pode contratar apenas pelo nome ou pelo clamor popular.
“A contratação tem a ver com análises de compatibilidade, não trazer o jogador por trazer. Às vezes se pode contratar pela oportunidade e pela história em sua ex-equipe, mas o outro ponto que se analisa, além da oportunidade do mercado — ‘ou se domina o mercado ou o mercado te domina’ —, é a compatibilidade. Se pergunta: ‘Hulk pode jogar com Germán Cano?’, pode. ‘Pode jogar com o Castillo?’, pode. ‘Pode jogar com Lucho?’, pode. ‘Pode jogar com Savarino?’, pode. ‘Pode jogar com John Kennedy?’, pode jogar. É um atacante compatível com o que queremos. Aí está a minha decisão”, destrinchou.
Lição histórica: O exemplo da Seleção Argentina
Para ilustrar a sua filosofia de que um time campeão não é feito apenas pelo acúmulo de camisas de peso, o comandante tricolor buscou um exemplo marcante em seu país natal para mandar um recado direto ao elenco.
“Quem é titular, com quantos minutos, quem é suplente… O mais importante para o treinador é que os jogadores se complementem, essa é a chave quando se traz um jogador. Você pode ter três bons jogadores, mas que não se complementam, e no final só entram onze. Me recordo de um momento na Argentina em que estavam Messi, Tévez, Higuaín e Agüero. Em outro momento estava o Riquelme. Eram muito bons jogadores, mas os primeiros quatro que disse não se complementavam. Ao final, a Argentina chega à final da Copa de 2014 quando estavam apenas Messi e Higuaín. Dos quatro, ficaram dois. Nome não é tudo. Às vezes dizem que têm que jogar os bons jogadores; não, têm que jogar os que se complementam. Temos jogadores de nome, aprovados e que se complementam”, decretou.
Por enquanto, o treinador terá tempo de sobra para desenhar os treinamentos e testar os encaixes táticos no dia a dia. Isso porque Hulk só estará oficialmente apto a estrear com a armadura do Fluminense após o dia 20 de julho, quando ocorre a reabertura da janela de transferências.
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