Opinião pesada! Lindinor Larangeira solta o verbo contra Carlo Ancelotti após empate da Seleção na Copa de 2026 e compara técnico ao comandante tricolor.
✍️ POR LINDINOR LARANGEIRA
Um treinador que escala mal a sua equipe. Além disso, mexe pior ainda durante os noventa minutos. O comandante simplesmente não apresenta leitura de jogo e demonstra pouquíssimo senso de urgência. De fato, não estou falando do atual técnico do Fluminense, o argentino Luis Zubeldía. Na verdade, me refiro ao “head coach” na Seleção Brasileira, o italiano Carlo Ancelotti.
No primeiro jogo do time canarinho nesta Copa do Mundo de 2026, muita gente se vestiu de amarelo e azul. As pessoas foram para as ruas torcer com orgulho. Por isso, tirei minha camisa retrô da Copa de 70 do armário. Trata-se daquela réplica icônica da camisa 10 de Pelé. Com efeito, acreditei que o espírito da maior seleção que vi jogar poderia ser incorporado pelos comandados de Ancelotti.
No entanto, o que se viu na noite do dia dedicado a Santo Antônio, com um MetLife Stadium completamente lotado, foi digno de rezar por um milagre. Afinal de contas, só a intercessão de Santo Antônio seria muito pouco para salvar o futebol brasileiro de mais uma imensa decepção. Como resultado de estreia em Copa do Mundo, o empate por 1 a 1 contra o Marrocos foi até razoável. Contudo, o ponto ganho apenas colocou à mostra os muitos problemas do escrete nacional.
🇮🇹 O “Mister” italiano continua entregando muito pouco
Ainda é muito cedo para eleger os reais responsáveis. Apesar disso, Ancelotti tem que ser duramente criticado e questionado. A equipe canarinho hoje não possui padrão ou modelo claro de jogo. O treinador, felizmente, abandonou o suicídio tático anterior, que seria o esquema 4-2-4. Dessa forma, ele optou por um 4-3-3, o que, na teoria, daria mais volume de jogo ao time. O problema é que as escolhas do comandante não ajudam a teoria a se confirmar na prática.
Antes de seguir, prossigo lamentando as não convocações de Fábio, Thiago Silva e Matheus Pereira. Este último é um dos poucos camisas 10 clássicos do futebol brasileiro. Por essa razão, ele deveria ser chamado após o corte de Wesley. Infelizmente, o espírito retranqueiro do técnico falou mais alto e ele preferiu convocar mais um volante. O mister continua devendo bastante. Sendo assim, se a gente corneta o Zubeldía pelos mesmos motivos no Fluminense, por que não podemos criticar o comandante da Seleção? Só porque ele fala italiano e veste ternos caros?
🇲🇦 Os bastidores de um primeiro tempo pavoroso
O Brasil apresentou um primeiro tempo simplesmente pavoroso em Atlanta. Para se ter uma ideia, os momentos iniciais me lembraram bastante o começo daquele Palmeiras x Fluminense, que depois acabou em polêmica. O time brasileiro foi literalmente amassado pelos marroquinos. Como consequência, o gol deles era questão de tempo e surgiu em uma falha coletiva bizarra. Houve perda de bola de Paquetá, que não tem a menor condição de ser o armador principal. Ademais, o meio-campo abriu um buraco e a zaga cometeu um erro primário de posicionamento. Aliás, Marquinhos e Gabriel Magalhães passam hoje tanta segurança quanto Ignácio e Freytes…
Felizmente, quando o Marrocos estava muito próximo de ampliar o placar, Vini Jr. tirou um coelho da cartola e fez um golaço. A partir daquele instante, o moleque criado em São Gonçalo assumiu o protagonismo absoluto. Graças a isso, o Brasil conseguiu igualar o ritmo do jogo.
No segundo tempo, com as entradas de Fabinho e Luiz Henrique em campo, o Brasil foi um pouco melhor. A equipe poderia ter até vencido se houvesse mais ambição do treinador. Endrick ou Rayan, um desses dois garotos, deveria ter entrado para provocar o desequilíbrio na já cansada defensiva africana. Em contrapartida, o mister colocou mais um volante, demonstrando o seu total contentamento com o empate. No final das contas, não fosse pelo goleiro Alisson, o caldo teria entornado de vez.
📊 Algumas constatações urgentes para a sequência da Copa
O volante Casemiro pode até ser um dos homens de confiança do comandante. Porém, hoje ele se trata de um ex-jogador em atividade e nada acrescenta ao time. Por que não escalar o Danilo Santos de cara, Carleto? Além dele, o zagueiro Ibañez, jogando improvisado na lateral, fez uma péssima partida. Outra escolha completamente equivocada. O problema é que a lateral-direita não tem mais um Carlos Alberto Torres, um Jorginho, um Leandro ou um Cafu. Para complicar a vida do moleque de Xerém, o superestimado Raphinha foi nulo no ataque e não dava qualquer apoio na recomposição defensiva.
Do mesmo modo, Igor Thiago lembrou o centroavante Everaldo, mas em uma versão bastante piorada. Paquetá também errava quase tudo o que tentava. De bom, somente a grande estreia de Vini Jr. assumindo o papel de verdadeiro protagonista da trupe.

🇭🇹 Faça o simples contra o Haiti, Ancelotti!
O próximo jogo da Seleção Brasileira será contra o simpático, veloz e ingênuo Haiti. Certamente, Casemiro não terá pernas para acompanhar a velocidade dos haitianos. Deste modo, a barração do atual capitão é uma medida urgente. O volante Danilo Santos pede passagem imediata na equipe.
Na linha de zaga, é preciso melhorar urgentemente o entendimento entre Gabriel Magalhães e Marquinhos. O posicionamento e o tempo de bola desses dois defensores é preocupante. Igualmente, o meio-campo não existiu no primeiro tempo. Danilo Santos e Fabinho merecem a titularidade. No setor de ataque, a pergunta que não quer calar é uma só: por que não o Endrick, Ancelotti? Em resumo, o triste dessa história é que, assim como Zubeldía no Flu, Ancelotti parece que vai morrer abraçado às suas convicções equivocadas. Cabe à torcida e à imprensa botar um pouco de lucidez na cabeça do comandante.
⏱️ Notas Rápidas do Lindinor:
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Xerife: Obrigado, Brito. Nossos zagueiros atuais deveriam ver os vídeos de seus jogos históricos, honrando a amarelinha. Vá em paz, gigante.
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Vergonha: A submissão e o capachismo da Fifa nesta Copa do Mundo é algo vergonhoso.
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NBA: Que finais impressionantes na liga de basquete! Parabéns ao campeão New York Knicks. Por outro lado, vejo a molecada do San Antonio Spurs como uma futura dinastia. Esse Victor Wembanyama é um fenômeno.
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Minissérie: No ritmo do Mundial, não deixem de assistir à série da Netflix sobre a Copa de 70. Há atuações soberbas de Rodrigo Santoro, como João Saldanha, e Bruno Mazzeo, como Zagallo. Confesso que não consegui segurar as lágrimas.
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
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