Paulo Angioni fala sobre rótulo negativo, salários atrasados, obras do CT Pedro Antônio e muito mais; veja a íntegra da entrevista






Dirigente tricolor conversou com o portal UOL Esporte

O diretor de futebol do Fluminense, Paulo Angioni, concedeu longa entrevista ao portal UOL Esporte. O dirigente tricolor falou sobre o rótulo de ultrapassado, salários atrasados, obras do Centro de Treinamento Pedro Antônio e muito mais. Confira abaixo as principais respostas:

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Salários atrasados

Paulo Angioni: Temos uma pendência de imagem. Quando você não cumpre salários há um desgaste muito grande, é um dos fatores mais difíceis de serem ultrapassados. Quando a gente fala em atraso, apontamos só para o jogador. O jogador faz uma cobrança que não é só por ele, é por tudo que o rodeia. Se existe uma classe bondosa e prestativa, essa é a de jogador. Eles convivem com gente que ganha menos e incorpora isso dos roupeiros, massagistas e gente que ganha muito menos. Eles acompanham o sofrimento dessas pessoas. Talvez seja a pior coisa para administrar. Você administra, mas nunca é 100%.

Rótulo de ultrapassado

Paulo Angioni: Há dois aspectos: a minha tristeza e o entendimento da cultura brasileira. O que me conforta é que há pessoas que acreditam e dão a oportunidade de me mostrar. Há pessoas que me julgam com o preconceito natural da vida, mas muitos tabus estão sendo quebrados. Quero contribuir para acabar com o preconceito. Se já estudava muito, agora estudo muito mais. A crítica não me abate, a crítica me dá oportunidade de melhorar. Essas coisas não colam em mim, eu estudo, eu não paro, não conto histórias e fico dizendo o que fiz. As pessoas só se interessam pelo que eu posso fazer.



Legado desejado

Paulo Angioni: Quero deixar um legado de mudança radical no conceito da maturação do jogador. Se obtém frutos excepcionais a partir disso. Isso diminui os custos do futebol brasileiro, não tem como seguir com esses custos altos. Há vários exemplos de clubes que melhoraram sua gestão e estão num caos novamente cinco anos depois, estão todos atrás de grife. No momento em que se coloca mais jogadores no mercado, essas grifes vão desaparecer e você não vai ficar restrito a alguns jogadores caríssimos. É o legado que quero deixar, é o de fazer entender que o futebol brasileiro precisa amadurecer seus jogadores. Olho no mercado e não encontro jogadores. Se vou aqui e trago um jogador de um clube menor, vou passar por um crivo de críticas. O preconceito acaba quando você tem profusão de jogadores no mercado.

Obras do CT Pedro Antônio 

Paulo Angioni: Estou diariamente com o Gustavo Ribeiro (diretor do CT). Caminhamos para a conclusão da sala de imprensa. O prédio administrativo é um segundo momento. A sala de imprensa e o refeitório são coisas que estamos caminhando agora. O Fluminense do amanhã é lá, temos paz, tranquilidade. Não está pronto, mas ninguém pode reclamar do que temos lá.

Envolvimento com a política do clube

Paulo Angioni: Acabo participando nas reuniões semanais com os gestores da área, mas fico afastado, o CT é meu nicho.



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Por Explosão Tricolor / Fonte: UOL Esporte

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