Vitória crucial




Foto: Fluminense

Olá galera do Explosão Tricolor!

Iniciamos o Campeonato Brasileiro com importante vitória sobre o Santos por 3 a 2, no Maracanã. Ao contrário do que vimos no show de horrores ocorrido na última quarta-feira, em Montevidéu, hoje o time do Fluminense “entrou em campo”, batalhou, jogou por todas as mães, as nossas e as deles, que já andavam sendo lembradas! Também, ao contrário da última quarta-feira, hoje tivemos pela frente um time profissional, tradicional, multi-campeão, o que valoriza ainda mais os três pontos que conquistamos.

Mesmo com o equilíbrio técnico entre as equipes, o Fluminense manteve o controle durante toda a partida. Jogou com segurança, dominou as ações, e muitos jogadores que estavam devendo, lutaram e retomaram suas dignidades e saíram aplaudidos de campo. Diego Cavalieri esteve seguro e fez ótimas defesas. Na lateral, Léo foi bem e deu cruzamento para o primeiro gol do Tricolor, feio pelo Henrique Dourado, que também esteve bem, buscando jogo o tempo todo. Fiquei feliz com a partida do Wellington. Após três péssimas atuações, jogou muito bem pelo lado direito do ataque, e entortou a defesa santista. Sornoza, que parecia ter perdido o gás e a motivação, esteve bem posicionado, criou jogadas e foi premiado com um belo gol. Que continue assim!

Por outro lado, Richarlison manteve desempenho ruim, e aparentemente sem motivo (?), perdeu a concentração e o bom futebol que justificavam sua titularidade, que merecidamente deve ser perdida com a volta de Gustavo Scarpa. E por falar em Scarpa, que felicidade vê-lo entrar em campo novamente. Totalmente sem ritmo de jogo, mas repleto de carisma, vontade, em busca do tempo que lhe foi absurdamente tirado, o nosso camisa dez tricolor foi ovacionado quando teve seu nome anunciado no telão como suplente e levou a torcida ao delírio ao sair do aquecimento dos reservas rumo ao campo de batalha.

Achei muito legal a resposta que o time deu para Abel Braga, que não merece presenciar atuações tão ruins como a da última quarta-feira e que também não merece ser usado como escudo para problemas internos do clube. Abel Braga é, antes de tudo, um ser humano fantástico. Veio para o Fluminense com uma missão muito difícil e enquanto derem a ele condições de trabalho, tenho certeza que colheremos frutos, ainda que sofridos, na base da garra e do esporro no vestiário. Mas repito: É necessário que deem estrutura para o Abel trabalhar. Isso envolve qualidade do elenco, salários em dia, motivação e disponibilidade de jogadores. Nem o Abel, e muito menos nós, torcedores, podemos ser privados do que existe de melhor no Fluminense em termos de material humano, por questões que devem ser resolvidas pelos dirigentes, como renovações contratuais, busca de novas receitas, dentre outros.

Voltando ao jogo, destaco outros dois pontos relacionados à partida de hoje:

  1. Muito bom estar num estádio com muitas famílias, em clima de paz, de harmonia, de integração. Isso deveria ser obrigação sempre. Mas nos dias atuais, temos que destacar cenários como este.
  1. Decepcionado com a presença de público no Maracanã. Menos de 12 mil pessoas estiveram presentes. Reflexo da má atuação de quarta-feira? Data festiva? Ou realmente nossa torcida está minguando nos estádios e crescendo nas poltronas?

Continuo esperando que não falte nunca vontade aos jogadores. Afinal de contas, o Fluminense tem mais de 6 milhões de torcedores que não merecem corpo mole e tampouco merecem atitudes como a do péssimo Marquinho, que na última quarta-feira, em Montevidéu (na minha frente), fez gestos obscenos para os cerca de 400 tricolores que saíram do Brasil, se deslocaram até o Uruguai, deixando seus trabalhos e suas famílias no Brasil por amor ao Fluminense… que enfrentaram um frio de 7°C no estádio (os que conseguiram entrar após o fiasco envolvendo o bafômetro, a falta de comunicação por parte do clube, que não informou sobre as leis locais com relação ao consumo de álcool – e promoveu um evento minutos antes do jogo em um restaurante, que vendia abertamente bebidas alcóolicas), e que  estavam no estádio Centenário. O Fluminense é muito grande e não merece ter esse tipo de funcionário. Além de não demonstrar qualidade alguma em seu trabalho, ainda desrespeita a torcida, que é o maior patrimônio do clube. Nas empresas que conheço, isso é tratado como justa causa.  Esse rapaz é um péssimo exemplo para os mais jovens e destoa completamente da histórica e conhecida educação dos jogadores tricolores, que um dia já foi pré-requisito.

Enfim: Saímos na frente na classificação, e isso é o mais importante.

Parabéns às mães tricolores.

Daniel Coelho / Fluminense FC

Foto: Lucas Merçon

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