Abel, torcida, elenco… E o Marketing?




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A torcida ainda está bolada pra cacete com a ridícula derrota do último sábado. Por falar nela, quero deixar registrado um pedido ao presidente Pedro Abad: no returno, o jogo contra o Vasco tem que ser na Ilha do Governador. Motivo? O GEPE já determinou que os únicos estádios que a torcida visitante terá 5% da carga de ingressos à sua disposição serão os de São Januário e o da própria Ilha. Edson Passos? O GEPE nem cogita a hipótese de realizar clássico no Giulite Coutinho. Se para jogo normal já é complicado, imagina para um clássico. 

O resultado de sábado mexeu tanto com a galera que nem o Abelão escapou da nossa ira. O elenco é limitado? Sim. E ainda estamos sem o Sornoza e Wellington Silva, dois caras que fazem a diferença no atual Fluminense. Mas convenhamos: ninguém mais aguenta o “trio MMM”: Marquinho, Maranhão e Marcos Junior. Não é implicância, nada disso! O problema é futebol mesmo. Os três não agregam nada ao Fluminense. Abel Braga precisa testar novas opções. Pode dar errado? Sim, mas é melhor apostar no novo do que morrer abraçado com quem você já sabe que não resolverá nada. 

Sobre o elenco, não tem jeito: precisaremos de reforços. Como? Quem tem que saber é a diretoria. Ok, sei que o presidente já avisou que os reforços virão de Xerém e Samorin. Para contratar, precisaríamos de novas receitas. E é aí que vou começar a debater um assunto que anda passando batido pela torcida: a missão do MARKETING do Fluminense. 

Já se passaram pouco mais de cinco meses e nem sinal de um patrocinador master. O país está em crise? Sim, mas a vida tem que seguir. E a função do Marketing é justamente a de tirar algo criativo da cartola para fazer a coisa andar. O que está sendo feito? Nas finais do Campeonato Carioca, tivemos patrocínios experimentais, sendo que um deles acabou fechando com o Santos até maio de 2018. E aí?  

Há um discurso interno no Fluminense de que o clube não pode aceitar qualquer valor para não desvalorizar a marca. Até concordo, só que é o seguinte: ficar um ano e meio sem patrocinador abre uma lacuna bastante perigosa para a imagem do clube que, consequentemente, acaba desvalorizando a marca. Neste período, não conquistamos nenhum título de expressão, não disputamos uma Taça Libertadores da América, perdemos um grande ídolo e ainda vimos o engajamento da torcida diminuir consideravelmente em todos os sentidos. Diante deste cenário, não custa nada perguntar: será que o Fluminense está adotando a tática correta nas negociações?

Não usarei o espaço para atacar ninguém, quem me acompanha sabe que essa nunca foi a minha conduta, mas não há como deixar de debater o assunto. O Fluminense tem uma marca gigante, mas que anda bastante machucada nos últimos anos. Por baixo, o clube deve ter deixado de arrecadar neste período uns R$ 20 milhões. É muita grana!

Muito preocupante, muito mesmo. Como torcedor e sócio, fico cada vez mais desanimado com os discursos conformistas dos nossos dirigentes. Entendo a dificuldade financeira de jogar no Maracanã, entendo o terrível cenário financeiro do clube, entendo a incapacidade de contratar reforços neste momento, entendo a crise econômica do país, mas não me peçam para entender e, principalmente, aceitar a falta de criatividade para tentar fazer o Fluminense gerar novas receitas financeiras que possibilitem o clube a respirar um pouco melhor. 

Segue o jogo… Continuaremos de olho. Se tiver que bater palmas, baterei! Mas se tiver que criticar, criticarei mesmo doa a quem doer.

No restante, a luta continua. Quarta tem batalha decisiva. A missão é bem complicada, mas a história mostra que o Fluminense costuma ressurgir das cinzas nas horas mais improváveis. E com história não se brinca…

Forte abraço e Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo

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