Tudo que começa errado…




Foto: Fluminense F.C.
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Tudo que começa errado… (por Vinicius Toledo)

Antes de falar sobre a derrota do Fluminense para o Botafogo e o planejamento feito pelo Renato Gaúcho, é necessário relembrar o final de 2024. Na ocasião, o presidente Mário Bittencourt resolveu renovar com o técnico Mano Menezes mesmo com um ambiente insuportável, conforme o Felipe Melo revelou publicamente no programa “Fechamento“, do Sportv. O que aconteceu? Três meses jogados no lixo, demissão e mais uma rescisão milionária para o Fluminense pagar.

Ano eleitoral, negociação de SAF rolando e uma vontade louca de garantir o cargo de CEO, Mário Bittencourt foi certeiro sob o ponto de vista político: contratou o Renato Gaúcho. Ídolo do clube e cara ideal para servir de escudo, ou melhor, para-raios. Com certeza, o novo comandante ganhou uma carta branca do presidente para tocar o futebol.

O problema que o Renato Gaúcho assumiu não é pequeno. O elenco não foi montado por ele, o Mano Menezes não deixou nada de positivo e ainda tem que encarar uma sequência de dezoito jogos em sessenta dias, ou seja, sem nenhuma semana livre para trabalhar. Em qualquer análise, essas situações devem ser consideradas.

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Como futebol é bola na rede, no ritmo de “oba, oba, oba”, o Fluminense emplacou quatro vitórias seguidas. Liderança isolada na Copa Sul-Americana e uma terceira colocação no Brasileirão após cinco rodadas. Pronto. Foi o suficiente para boa parte da torcida se empolgar e falar até em pentacampeonato brasileiro. Quem me acompanha sempre, sabe muito bem que, desde o final do ano passado, falo que o foco do Fluminense tem que ser a busca da Sul-Americana e disputar o Brasileiro sem risco. Apenas isso. 

O Renato poupou o time no jogo contra o Unión Española visando o jogo contra o Botafogo. Na minha visão, a decisão foi acertada. Ele só não contava que o time alternativo fosse suar para arrancar um empate. Confesso que nem eu esperava isso.

Os titulares ganharam cinco dias de treino e descanso. A bola rolou no Engenhão, mas o Fluminense não entrou em campo. Pelo lado direito, Arias partia sozinho sem qualquer companheiro para ajudá-lo na construção. O colombiano carregava a bola e cruzava, mas a zaga alvinegra cortava tudo. Do outro, o Botafogo sobrou. Poderia ter sido 2 ou até 3 a 0 já na primeira etapa.

No segundo tempo, o Fluminense conseguiu dar sinais de vida, mas bem longe de ser brilhante. A falta cobrada pelo Jhon Arias seria um golaço, mas a redonda estourou o travessão. Como sempre, rolou um pênalti no colombiano. E como sempre, a diretoria ficará quieta, pois tem o Renato para gritar. O foco dos dirigentes é um só: o poder. Futebol? Deixa na mão do ídolo. Torcida? Que se dane, no final, eles aceitam qualquer coisa.

A minha única crítica é com relação ao aspecto tático mesmo. Sei que com cinco dias de treino não dá para fazer uma revolução, mas o primeiro tempo do Fluminense foi um dos piores da história. Como fazer para melhorar esse cenário para o restante da temporada? Aí, meus amigos e minha amigas, só o presidente Mário Bittencourt pode responder, ou melhor, solucionar. Será que o Renato Gaúcho realmente está satisfeito com o elenco, ou melhor, não pedirá reforços?

Por hoje é só, mas é sempre bom falar o seguinte: “Tudo que começa errado…”

Forte abraço e ST

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