Precisamos falar sobre a situação de Jhon Arias




Jhon Arias é ídolo do Fluminense Football Club
Jhon Arias (FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Novela Jhon Arias

Precisamos falar sobre a situação de Jhon Arias (por Lindinor Larangeira)

A torcida do Fluminense não tem um dia sequer de paz. Depois da histórica campanha na Primeira Copa do Mundo de Clubes da Fifa, mais uma vez, o sonho de que o clube, após a grande visibilidade internacional conquistada pudesse mudar de patamar, começa a parecer mais um frio sonho de inverno. A primeira oportunidade, após o inédito título da Libertadores, foi jogada na lata do lixo, por um planejamento que legou aquela que foi a pior janela de contratações da história centenária da instituição. Equívoco que quase custou a humilhação de um rebaixamento com o patch de campeão da maior competição continental no peito.

No início de fevereiro, Arias era “o maior reforço para a temporada de 2025”

No dia 1º de fevereiro deste ano, o presidente do Fluminense Mário Bittencourt concedeu entrevista coletiva para anunciar a prorrogação do contrato de Arias (o acordo em vigor iria até agosto de 2026), que o mandatário anunciou como “renovação”.

“Essa coletiva é para apresentar para vocês o reforço mais importante para a gente. Então queria apresentar o maior reforço para este ano, o nosso querido Jhon Arias”, disse o presidente, na abertura da entrevista.

O jogador afirmou que a adaptação ao Rio de Janeiro pesou para seguir no Fluminense, que, até então, sonhava atuar na Europa, e que sua esposa teve papel fundamental na decisão de continuar a carreira no Brasil.

Perguntado sobre a possibilidade de futuras negociações com outros times, Mário afirmou: “Se ele renova, não está pensando na próxima janela”.

O presidente Mário Bittencourt e o meia-atacante Jhon Arias
Mário Bittencourt e Jhon Arias – Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.

E agora, Mário? A narrativa é outra?

Em qualquer hipótese, não existe justificativa para a venda de Arias. O jogador, escolhido pela Fifa na seleção da Copa do Mundo de Clubes, voltou ainda mais valorizado da competição. Até aqueles que insistiam em negar, agora já falam o óbvio: o colombiano é o melhor jogador em atividade na América do Sul. Além disso, tem contrato em vigor até 2028. Então, por que trocar o Fluminense pelo Bonsucesso da Inglaterra?

A narrativa de que “o jogador pediu para ir para a Europa”, não tem a menor sustentação, pelo menos em um regime profissional. O clube fez grandes esforços para manter Arias, inclusive pagando o maior salário do elenco. Esse reajuste também embute um aumento considerável da multa rescisória, instrumento que defende o clube de investidas, principalmente do exterior.

Outro elemento importante é lembrar que o Fluminense, além da grande exposição de marca em todo o mundo, recebeu uma polpuda premiação pela campanha na Copa do Mundo de Clubes. E como o próprio presidente Mário Bittencourt sempre diz que “a dívida do clube está equacionada”, a justificativa única da “vontade do jogador”, não se sustenta em pé.

Pior ainda se houve um acordo entre o Mário (pessoa física) e o atleta. Caso exista, é uma demonstração grave de falta de profissionalismo, já que o presidente (pessoa jurídica) tem como uma de suas missões institucionais defender os interesses do clube. O que neste caso quer dizer: “se querem o jogador, paguem a multa”. Assim funciona no regime profissional.

Jhon Arias renovou o contrato com o Fluminense
Jhon Arias assinou o contrato – Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.

Liberar nosso melhor jogador a preço de banana é pensar pequeno

Como transparência é algo raro na atual diretoria tricolor, não sei qual é o valor da multa. Fala-se em 100 milhões de Euros, não sei se é isso. Mas, repito: se pagarem a multa, não temos para onde correr. Liberar o jogador por conta de um pretenso acordo informal, sem cobrar o que é de direito, é lesar os interesses do clube. É também pensar como time pequeno, que, no futuro, pode ver o jogador atuando em um rival brasileiro.

A melhor resposta para alguns idiotas que dizem que “o presidente fez um acordo e tem que cumprir”, é uma só: o Mário tem o direito de fazer qualquer acordo, dentro da legalidade, que ele quiser. O presidente não tem o direito de fazer acordos que lesem os interesses do clube.

Indo mais a fundo na lógica das postagens de internet, porque aqueles que insistem em defender o suposto acordo, e dizem que “um sujeito homem cumpre os acordos”, não fazem uma simples reflexão: um “sujeito homem” não deixaria a instituição que deve defender ser lesada. Assim, um “sujeito homem”, faria a complementação da multa do próprio bolso, para honrar o combinado na pessoa física e defender o clube, como pessoa jurídica.

É muito fácil colocar a responsabilidade no colo do jogador e, por meio de narrativas de uma mídia alinhada e venal, tentar convencer a torcida de que “tudo foi feito, mas o atleta queria sair”.
Nem todo mundo é otário

PS: Força, Cano!

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