Dívida bilionária, agiotagem e falta de transparência: os perigos das SAFs nos rivais que servem de lição para o Fluminense.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Por conta das recentes “novelas” envolvendo Savarino e Hulk, fui obrigado a mergulhar fundo nos bastidores não apenas do Fluminense, mas também de Atlético-MG e Botafogo. E confesso: conversando com colegas que cobrem esses clubes, fiquei assustado com a realidade das suas respectivas SAFs.
O caos em Belo Horizonte e o “Agiota” no Rio
O Atlético-MG hoje deve R$ 1,8 bilhão. O clube está mergulhado em uma crise profunda e precisará de um aporte emergencial de R$ 500 milhões até abril apenas para pagar dívidas. A torcida não aguenta mais e já marcou um grande protesto para a próxima sexta-feira, em Belo Horizonte.
Já o Botafogo de John Textor, que recentemente levou um transfer ban por uma dívida de US$ 21 milhões com o Atlanta United, vive sob um manto de incertezas. A ordem de momento é contenção de gastos. Em novembro passado, o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro revelou ao ge algo estarrecedor: Textor estaria recorrendo a empréstimos com agiotas para manter a folha em dia.
“A gente ouve histórias bárbaras. De que está pegando dinheiro de agiota, pagando juros de 10% ao mês para pagar folha. Isso está confirmado, aconteceu”, revelou Montenegro na ocasião.
A ostentação perigosa do Cruzeiro
Enquanto isso, a SAF do Cruzeiro segue jorrando dinheiro, contratando nomes como Gerson (ex-Flu e Fla) com salários astronômicos. O dono da SAF mineira chegou ao ponto de dizer que, se quisesse, “bastaria vender uns gados em uma de suas roças para comprar o Flamengo”. É uma ostentação que ignora qualquer responsabilidade financeira, exemplificada na renovação de Matheus Pereira com salário de R$ 2,2 milhões.
E o Fluminense com isso?
É impossível não ficar preocupado. No Fluminense, existe uma intenção escancarada da atual gestão em transformar o clube em SAF. A proposta já é de conhecimento público e, durante a campanha, até o vice Mattheus Montenegro admitiu que o projeto precisava de ajustes, especialmente nos valores.
O que mais me preocupa no futuro do Fluminense, além da falta de transparência, é a apatia. O sócio-futebol, que detém o poder do voto, parece pouco se importar com o tema. Estamos vendo gigantes do futebol brasileiro flertando com o abismo em nome de um “dinheiro fácil” que pode custar a própria alma do clube.
Forte abraço e ST!
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