O debate sobre o nível técnico do Estadual ganha força, mas ignorar o desempenho individual pode ser um erro estratégico para o restante da temporada 2026. Leandro Alves analisa a situação.
POR LEANDRO ALVES
Após a vitória do Fluminense por 2 a 1 sobre o Madureira, um dos comentários mais recorrentes nas redes sociais foi de que o Campeonato Carioca “não serve como parâmetro de avaliação”. Afirmar isso, em partes, é chover no molhado. Não é uma novidade. Entretanto, é preciso ter cautela: embora o nível coletivo dos adversários varie, é perfeitamente possível, e necessário, avaliar o desempenho individual dos atletas.
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Sinais de alerta
Um jogador que não apresenta evolução ou bom rendimento nestas rodadas iniciais já emite sinais de alerta sobre a a sua utilidade ao longo do ano. Um exemplo claro é o volante Otávio, que entregou mais uma atuação burocrática, repetindo o padrão de desempenho visto em 2025.
Reforço que chega para ser titular
Por outro lado, as novidades trazem otimismo. Guilherme Arana, logo em sua estreia, demonstrou uma desenvoltura muito superior à de Renê. É um perfil diferente de atleta, que chega com as credenciais necessárias para assumir a titularidade absoluta da lateral-esquerda.
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Ressurgimento de Lezcano e Santi Moreno?
Outro destaque positivo foi Lezcano. Para quem não atuava desde setembro de 2025, o meia superou as expectativas. Embora ainda precise recuperar a intensidade física ideal, mostrou qualidade técnica. O gol marcado exigiu uma frieza que falta a muitos atacantes. Ele bateu muito bem na bola. Além disso, mostrou inteligência na ocupação de espaços, indicando que tem tudo para crescer e ser uma peça útil.
No mesmo caminho, Santiago Moreno apresentou ótima mobilidade no primeiro tempo, participando ativamente da construção do primeiro gol e criando outras boas situações ofensivas.
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John Kennedy querendo jogo!
Por fim, a postura de John Kennedy merece registro. O atacante parece focado em retomar o seu espaço de protagonismo no Fluminense. Além do gol e da assistência, o que mais saltou aos olhos foi a disposição: o “Urso” correu, lutou e mostrou que está com vontade de recuperar o tempo perdido.
Laboratório de pré-temporada
Em suma, o Campeonato Carioca funciona hoje como um laboratório. Atuando como uma extensão da pré-temporada, o torneio desempenha a função estratégica de dar ritmo ao elenco e filtrar quem realmente está pronto para os desafios maiores que virão ao longo do ano.
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