Preguiça, desorganização e falta de competitividade marcam atuação desastrosa do Tricolor na noite de sábado.
(Por Lindinor Larangeira)
Inadmissível. Ou se preferirem: horrenda, ridícula, ultrajante. Deixo outros adjetivos para quem lê esta coluna e deve estar tão “P” da vida quanto eu.
O que aquele arremedo de time que vestiu a camisa do Fluminense fez, na noite de sábado, foi vergonhoso. A preguiça, a desorganização e a ausência de interesse e competitividade, mesmo diante de um adversário tecnicamente indigente, só poderiam resultar em derrota. Ciente de sua fragilidade, o Boavista teve alguma organização e vontade de vencer.
Matheus Reis: o único a se salvar
Do goleiro ao ponta-esquerda, o único que, se não foi brilhante, ao menos não se escondeu do jogo, foi o garoto Matheus Reis. Agner, que entrou na segunda etapa, também mostrou qualidades, assim como Wesley Natã, parado com seguidas faltas. Outro moleque que entrou, Léo Jance, não teve muito tempo para mostrar serviço.
A defesa teve catastróficas atuações de Vitor Eudes, que tem imensas dificuldades de sair do gol e de jogar com os pés, e do inseguro Igor Rabello. Júlio Fidélis e Jemmes cumpriram jornada sofrível.
Um deserto de futebol no meio-campo
No, ao que parece, mandatório esquema 4-3-3, os dois moleques do meio não jogaram bulhufas. O veterano, idem. Wallace Davi, mais uma vez, parecia nervoso, errando saídas de bola e criando oportunidades de contra-ataques para o time da casa.
Lezcano decepcionou. Se escondeu do jogo e, em nenhum momento, conseguiu ser o homem de ligação entre defesa e ataque. Já Otávio, foi Otávio novamente. Outra contratação inexplicável, como as de Igor Rabello, Lelê e Everaldo.
⚠️ PLANTÃO DO MERCADO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]

Ataque de nervos
Na frente, só não deu para chamar de “ataque de risos” porque, exceto Matheus Reis, a linha ofensiva atacou mesmo foi os nervos da torcida.
Riquelme desperdiçou outra oportunidade, com uma atuação mais apagada do que os constantes cortes de energia da Light no Rio. JK até tenta, mas parece pesado e sem muita mobilidade. Problema que não atinge Lelê, que é rápido e voluntarioso, mas tem enorme incompatibilidade com a bola.
Cenas lamentáveis no final
No apito final, a torcida cobrou o presidente Mattheus Montenegro com xingamentos, respondidos pelo mandatário. Pior do que devolver os xingamentos, seria dizer: “Calma, Everaldo vai voltar”.
Parafraseando um ex-treinador: “Vergonha, Fluminense”.
PS1: A vida provando que não estamos bem servidos de zagueiros.
PS2: Contratem um reserva confiável para Fábio. O atual não passa confiança.
PS3: O moleque Davi Melo merece oportunidades, já que Wallace Davi não vem bem, e Otávio é Otávio.
PS4: Cadê o 9, presidente?
Compartilhe o artigo em suas redes sociais!
Siga o Explosão Tricolor no WhatsApp, Facebook, Instagram e Rede X
E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com

