Lindinor Larangeira analisa a carência de um centroavante confiável, critica as apostas recentes da diretoria e cobra ação do departamento de scout.
(Por Lindinor Larangeira)
Pedro, Evanilson, João Pedro e Kauã Elias. Quatro centroavantes criados na base do Fluminense. Qualquer um desses moleques de Xerém poderia ser a solução para a principal carência do time: a camisa 9.
À exceção do primeiro — moleque no pior sentido da palavra —, qualquer um dos outros poderia estar no elenco. Todos foram vendidos sem o devido ganho técnico e com parcos retornos financeiros.
Em contrapartida, dos 10 centroavantes contratados na gestão anterior, apenas Fred e Cano se tornaram titulares incontestáveis, com Frederico reforçando a idolatria e Germán se tornando um ídolo recente.
De Lucão do Break a Everaldo
Entre os outros contratados para a posição estavam nomes como Lucão do Break, Felipe Cardoso, Abel Hernández, Bobadilla e Alexandre Jesus. Este último chegou a ser escalado por Fernando Diniz até como lateral-direito. Graças ao bom Deus, todos já foram embora. As exceções são Lelê e Everaldo. Justamente as únicas opções para o início desta temporada, em virtude das lesões de Cano e JK.
Desde fevereiro do ano passado, é quase um consenso para a torcida tricolor que o elenco não tem um centroavante confiável. Kauã Elias foi vendido e a diretoria apostou em Everaldo. Uma péssima aposta.
Quase um ano depois, o cenário não mudou. Até se tentou trazer o experiente Hulk, negociação que não se concretizou. Com isso, a lacuna permanece.

Diretoria tem que agir rápido e assertivamente
Sabemos que bons centroavantes são raridade no mercado. Talvez nem Ancelotti saiba ainda quem é o titular da camisa 9 do Brasil. Por isso, não é algo simples, como um estalar de dedos, trazer um atacante que chegue para ser titular. Mas é nessas horas que a torcida tem que cobrar e perguntar: para que serve o departamento de scout?
As especulações de nomes como Rafael Navarro, Pedro Raul e Deyverson parecem mais uma ofensa ao torcedor, assim como é a permanência de Everaldo.
Senhores, é hora de agir. Com rapidez e assertividade, sem apostas mirabolantes, como iniciar o Brasileirão com Lelê no comando do ataque.
Se até Odete Roitman morreu, quando é que essa novela do 9 do Fluminense vai acabar?
PS1: A torcida espera que o time não apresente aquela preguiça irritante do último jogo na partida contra o Nova Iguaçu.
PS2: A quem me pede sugestões: Marcos Leonardo e Alerrandro. O primeiro é muito difícil, mas o segundo, que é uma aposta, é viável.
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