A ilusão do Fla-Flu e o orçamento fantasma: O Fluminense não pode se contentar com pouco




John Kennedy fez o gol da vitória no Fla-Flu (FOTO: LEONARDO BRASIL / FLUMINENSE F.C.)
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Por Vinicius Toledo

Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?

A vitória no Fla-Flu foi bacana, tiramos onda com a cara deles, o John Kennedy marcou, Kevin Serna também… Mas, passado o êxtase do clássico, não dá para tapar o sol com a peneira: o Fluminense precisa, urgentemente, de um grande centroavante.

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O triunfo sobre o maior rival é o combustível da nossa alma, mas não pode servir de anestesia para os problemas crônicos do planejamento de futebol. A pergunta que não quer calar e que ecoa nas arquibancadas é: diretoria, cadê o dinheiro?

Cadê os 12 milhões de euros disponíveis para a contratação de um camisa 9, como informado pelo jornalista Gabriel Amaral? E os 15 milhões de euros mencionados pelo repórter Juliano Lima, do Premiere? São valores expressivos que, se realmente existem, deveriam estar sendo investidos em um “matador” de hierarquia, e não guardados sob sete chaves enquanto o time sofre para converter volume de jogo em bolas na rede.

O perigoso discurso do “temos em casa”

Em paralelo a essa busca, surge a fala do capitão Felipe Melo após o clássico:

“Gol super importante para o John Kennedy. Se fala muito da procura de um camisa 9… E tem em casa, tem em casa. O John Kennedy, ele bem, ele entrega. Além de ter faro de gol. A bola sobrou, ele chapou e fez o gol”.

O ídolo tem muita moral e uma história monstruosa no futebol, mas, com todo respeito ao capitão, não tenho como concordar com ele nesta questão. Tratar o John Kennedy como a solução definitiva para o comando de ataque é um risco que o Fluminense não deveria correr agora.

Quem está em campo merece todo o nosso apoio, e a “porradinha” no Flamengo foi bonita, mas a torcida não pode cometer o pecado de achar que está tudo resolvido por causa de um resultado isolado. John Kennedy é um talento, mas ainda precisa se provar com regularidade — algo que, sejamos honestos, ele não conseguiu sustentar após o gol eterno do título da Libertadores em 2023. Já Kevin Serna é uma peça importante, corre, luta, mas passa longe de ser o “homem-gol” que o esquema tático exige para decidirmos jogos grandes.

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Apoiar não é ser gado

A torcida tem a função soberana de apoiar, mas isso não significa se comportar como gado, aceitando qualquer justificativa ou conformismo. Questionar e cobrar também fazem parte do processo de crescimento de um clube que se diz gigante.

Se há orçamento, se há necessidade técnica e se o mercado oferece opções, por que a inércia? O Fluminense não pode viver de lampejos ou de esperanças em cima de jogadores que ainda oscilam. Precisamos de certeza. Precisamos de peso.

Sendo assim, vale perguntar mais uma vez, sem medo de ferir egos: “Diretoria, cadê o camisa 9 de peso do Fluminense?” O brio da vitória no Fla-Flu é ótimo, mas títulos se conquistam com planejamento e investimento, não apenas com o “temos em casa”.

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Sobre Vinicius Toledo 897 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!