Salário de Everaldo, “quase chapéu” em Cassierra e a promessa de 15 milhões de euros: por que o discurso do Fluminense no mercado não se sustenta na prática?
Por Vinicius Toledo
A torcida do Fluminense vive um misto de ansiedade e frustração. Após semanas de nomes ventilados e cifras astronômicas ecoando nos bastidores, o balde de água fria veio com o discurso de que “não há negociação avançada” e que “os valores assustaram”. Mas vamos falar a real? O que a diretoria esperava encontrar no mercado de janeiro?
A conta não fecha. Recentemente, foi divulgado que o atacante Everaldo — que era a terceira opção no Bahia — custa cerca de R$ 600 mil mensais aos cofres tricolores. Se o clube paga esse valor por um reserva, como pode se assustar com as pedidas por um titular de peso?
O “quase” chapéu e o perfil de reforço
O Fluminense tentou atravessar a negociação do Atlético-MG por Mateo Cassierra. Não conseguiu. Agora, o papo é de que a busca esfriou para “não agir com pressa”. Convenhamos: Cassierra é um bom jogador, mas está longe de ser o nome para “estremecer” o Rio de Janeiro. Se ele era o alvo do “chapéu”, o sarrafo já não estava tão alto assim.
Isso nos leva à pergunta inevitável: cadê os 12 a 15 milhões de euros (cerca de R$ 80 milhões) que estariam disponíveis para um centroavante? Se esse dinheiro realmente existe, por que o mapeamento de mercado parece tão travado? A impressão que fica é que esses números foram jogados para a massa apenas para acalmar os ânimos após a saída de peças importantes. Foi uma tentativa de “calar a boca” da torcida?
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Onde está o Scout?
Nesse cenário, o trabalho de Scout do Fluminense precisa, sim, ser questionado. Se o mercado europeu está inflacionado e os nomes óbvios são caros, onde está o olhar para a América Latina? Será possível que, entre Argentina, Uruguai, Colômbia e Equador, não exista um camisa 9 capaz de chegar e resolver o problema sem custar uma fortuna em luvas e salários?
O Fluminense não pode se dar ao luxo de esperar o campeonato começar para descobrir que o “planejamento” foi apenas um exercício de paciência do torcedor. Zubeldía precisa de um matador, e a torcida precisa de transparência. Chega de mapear; está na hora de agir.
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