Por Lindinor Larangeira
Entre promessas de amor eterno e contratos não cumpridos, o retorno frustrado de Arias revela o preço da informalidade na relação entre clube e atletas.
Em baixa no futebol europeu, onde o sonho mais parece pesadelo, Jhon Arias tem sido alvo de críticas em sua passagem pelo modestíssimo Wolverhampton. Lanterna da Premier League, com uma única vitória em 24 jogos e escassos oito pontos na tabela, o craque colombiano retornou esta semana ao noticiário esportivo. Não por gols ou dribles, mas por uma possível transação de retorno ao futebol brasileiro.
Um ano e três dias após a coletiva que marcou a renovação do seu contrato até 2028, Arias parece ser, em 2026, o grande reforço da temporada do… Palmeiras.
Os responsáveis no passado e no presente
Para contextualizar o caso, temos que voltar ao dia 1º de fevereiro de 2025. Naquele dia, de maneira efusiva, o então presidente Mário Bittencourt sentenciava que “a renovação de Arias era o maior reforço do clube para a temporada”. O jogador, por sua vez, também fez juras de amor ao Tricolor.
Se no presente a SAF ainda não veio e Mário não é oficialmente o CEO, é como se fosse. O atual diretor-geral, nomeado pelo sucessor Mattheus Montenegro, também se tornou um grande “realizador de sonhos”. A informalidade e a conduta pouco profissional de Bittencourt na relação com os atletas levaram a compromissos prejudiciais aos interesses da instituição. Foi assim com Arias: um empregado com contrato até 2028 que saiu antes de cumprir sequer um ano do novo compromisso.
O passado não retroage, e o grande responsável pela saída foi o mandatário. Vemos como outros clubes negociam, priorizando sempre os seus interesses. Que sirva de aprendizado.
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A bola está com o Arias
Para os mais veteranos, como eu, uma frase de Silva, o “Batuta”, traduz o mundo do futebol desde os anos 60: “Torço desde criancinha para o time que me contratar”. Silva nunca fez juras de amor ou disse: “No Brasil, só jogo no Fluminense”.
Se Arias repetisse essa frase ao Wolverhampton agora, ela seria muito mais forte do que qualquer cláusula de preferência. Se o jogador não sustenta a própria palavra, que seja feliz no bairro de Água Branca ou em uma mansão do Jardim Europa.
É preciso desapegar
Reconheço que a maior parte da torcida deve estar “P” da vida com o jogador, mas ele não é o único vilão. Minha opinião é clara: se vendeu por 17 milhões de euros, recomprar por 25 — pagando quase o dobro em menos de um ano — é um péssimo negócio. Ou, se preferirem, é mais uma daquelas histórias obscuras dessa verdadeira caixa-preta chamada Fluminense.
Vida que segue. Como dizia Nelson Rodrigues: “O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade”. Que venha um camisa 9 e mais um zagueiro.
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