Após o empate em 1 a 1 contra o Bahia, a necessidade de novos nomes para o setor defensivo do Fluminense tornou-se um debate inadiável para a sequência da temporada.
POR LEANDRO ALVES
Após o empate do Fluminense em 1 a 1 com o Bahia, ficou evidente, ao menos sob a minha ótica, que a urgência por reforços na zaga é tão latente quanto a necessidade de um novo camisa 9.
Na verdade, com a recente subida de produção de John Kennedy, o problema defensivo tornou-se ainda mais gritante. É inegável que o Fluminense ainda precisa de um novo goleador, até porque o “Urso” é a única opção disponível no elenco, mas a carência na zaga é alarmante.
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Freytes como “calcanhar de Aquiles”
A questão central é que o time necessita de, no mínimo, dois bons nomes para o setor. Hoje, o Fluminense conta com um titular aceitável, que é o Jemmes, mas o seu companheiro de posição não demonstra condições de seguir entre os onze iniciais. Freytes é o grande “calcanhar de Aquiles” do Tricolor.
Inclusive, a percepção é que a insegurança de Freytes prejudica o rendimento de Jemmes. É difícil atuar com confiança tendo um parceiro atabalhoado ao lado. O argentino parece flertar com o erro durante os 90 minutos e, infelizmente, o prejuízo quase sempre se concretiza.
Contra o Bahia, o roteiro se repetiu. Embora Fábio tenha falhado no gol, Freytes contribuiu para a indecisão do goleiro. Ao esboçar um corte e recuar logo em seguida, o defensor pode ter induzido o arqueiro tricolor ao erro na jogada.
Manter Freytes como titular é uma temeridade. Não podemos esquecer que ele atuava como lateral-esquerdo no Alianza Lima. A nítida impressão é que o argentino não possui os cacoetes necessários para a função de zagueiro central.
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Zaga enfraquecida e erros da diretoria
Reitero o que escrevi em janeiro: o Fluminense tem hoje uma zaga inferior à de 2025. O clube perdeu Thiago Silva e contratou apenas Jemmes. O “Monstro”, inclusive, mascarava as deficiências de Freytes. Sem ele, o argentino voltou a apresentar grandes limitações.
A diretoria parece repetir o erro cometido com o ataque em 2025, quando vendeu Kauã Elias e trouxe Everaldo, enfraquecendo uma posição que já demandava atenção. Somente após os fracassos da última temporada decidiram buscar um camisa 9 para 2026.
Portanto, é necessário encarar a realidade: o Fluminense precisa contratar ao menos um zagueiro para ser titular absoluto, sendo que o cenário ideal seria a busca por dois reforços.
O que não se pode aceitar é o discurso de que o setor está bem servido. Recentemente, o presidente Matheus Montenegro afirmou:
“Com relação ao zagueiro, não vamos negociar nada ao mercado até o meio do ano. Temos interesse no retorno do Nino na próxima janela, mas temos que trabalhar com planejamento. Não vejo isso como problema porque o Fluminense tem uma base muito forte, qualificada e que tem o apoio da torcida. Temos o Davi e o Loiola, que já são incorporados ao time profissional. Hoje, o Fluminense tem seis zagueiros no time profissional. Não temos nenhuma negociação para zagueiro no momento.”
O campo, no entanto, mostra o contrário. Ignorar a carência defensiva agora é flertar com o insucesso no decorrer da temporada.
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