Fluminense conquista a primeira taça do ano: o peso da história e o alerta para o futuro




Kevin Serna marcou o gol da vitória do Fluminense sobre o Maricá
Kevin Serma marcou o gol da vitória - FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
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Entre recordações das Máquinas de 70 e 80 e a realidade de 2026, Lindinor Larangeira analisa o título da Taça Guanabara e as carências do elenco

Por Lindinor Larangeira

Sou de um tempo em que a Taça Guanabara tinha muito peso. Vi, da geral do Maracanã, a Máquina Tricolor de Rivellino, Paulo Cezar Caju, Pintinho e outros craques inesquecíveis dar a volta olímpica com o troféu que representava o título do primeiro turno e o passaporte para as finais do Campeonato Carioca, nos anos 1970.

Na década seguinte, a “segunda Máquina”, com Romerito, Assis, Washington e Tato, repetia o caminho da conquista da Guanabara. Hoje, a Taça Guanabara é um título muito mais simbólico, mas além de ser mais um troféu para o nosso museu e um bônus de R$ 1 milhão, a conquista nos traz grandes recordações.

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O ano mágico de 2023

Em 2023, o Fluminense vencia o Flamengo de virada por 2 a 1 e conquistava a sua 12ª Taça Guanabara. Depois viria o título estadual, com uma das maiores exibições do time em um Fla-Flu, e a Glória Eterna.

Será que o ano mágico vai se repetir? Só o futuro dirá. Mas, para isso, a diretoria deve ter um planejamento eficiente e assertivo, sanando as lacunas de um elenco que, mesmo com alguns desequilíbrios, se provou competitivo. Competitividade que tem muito a ver com o trabalho do treinador Luis Zubeldía, que merece reforços, pois competência e milagre não são sinônimos.

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Fluminense campeão da Taça Guanabara 2026
FOTO: MARINA GARCIA / FLUMINENSE F.C.

E o ano de 2026?

A temporada começou bem dentro de campo. O time venceu dois clássicos regionais e um nacional. Mas fora das quatro linhas a diretoria tem que atuar com mais firmeza. As contratações de um centroavante, dois zagueiros (sendo um deles o Nino) e um primeiro volante são cruciais para construir um elenco que dê opções ao treinador.

Sobre o jogo da noite de domingo, pouco a comentar. Foi um treino de luxo pela fragilidade absoluta do Maricá e porque a taça já era nossa. Mas algumas observações devem ser feitas: John Kennedy parece querer recuperar o tempo perdido. Lucho Acosta talvez seja o maior acerto do scout. Martinelli está jogando de “traje de gala”. E Serna, como a torcida pedia desde o ano passado, pode ser uma opção de falso 9.

Que bom ver o moleque Hércules de volta. A timidez desse garoto é inversamente proporcional ao seu ótimo futebol. Agora é virar a chave para o Brasileirão, e que venha o Bangu!

PS1: Everaldo nunca mais!

PS2: América do México, tem um volante muito bom no Fluminense. Contratem logo o Otávio.

PS3: Clássico retrô nas quartas: Fluminense x Bangu.

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