Em noite de “Flu Gringo” no Maracanã, Tricolor domina o Botafogo e confirma soberania sob o comando de Zubeldía
(por Lindinor Larangeira)
Em outra noite especial, o Fluminense jogou para inglês ver. Não somente ingleses, mas também norte-americanos, alemães, árabes, africanos, franceses e argentinos, dentre outras nacionalidades, que compuseram a “Flu Gringo”. Esses turistas estrangeiros ficaram extasiados com a linda festa, mais uma, da nossa torcida no Maracanã. Teve até tradução livre de “Louco da cabeça”, que virou “Fluminense gonna play”.
Ouso dizer que, no mínimo, um quarto dos presentes na noite de quinta-feira, boa parte vestindo o manto tricolor, era de estrangeiros, que animados, filmavam, fotografavam e tentavam cantar as músicas da nossa galera. No golaço de Lucho Acosta, o grupo de alemães, que estava à minha frente, levantou-se para aplaudir. Merecido.
Sobre o jogo
Primeiro tempo em que o Fluminense propôs o jogo e um entrincheirado Botafogo apenas se defendia e picava a partida, com o beneplácito do péssimo árbitro. Poucas oportunidades, a melhor, no finalzinho, quando Canobbio, o personagem do jogo, acertou a trave de Neto. Mesmo sem ser brilhante, o Tricolor merecia sair com a vantagem, contra um adversário que não deu um chute sequer nos 45 minutos iniciais.
Na segunda etapa, logo no primeiro minuto, JK fez grande jogada, mas na hora de tirar o 10, optou pela conclusão mais rebuscada, encobrindo a meta alvinegra. Bastava fazer o simples: escolher um canto e bater com força.
O domínio dos comandados de Zubeldía foi premiado com o golaço do baixinho Lucho Acosta, o melhor gringo em atividade no futebol brasileiro, em jogada que teve pivô e conclusão de JK, rebote de Martinelli, e esculacho do meia argentino.
Parecia que o Fluminense venceria com facilidade, mas um lance infantil de Canobbio quase complicou uma partida, até então, tranquila. Mesmo com a expulsão, o time mandante continuou controlando o jogo, se defendendo com eficiência e contra-atacando com perigo. No final, uma justa e merecida vitória.
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Meio de campo em destaque
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Bernal: Foi um monstro. Incansável cão-de-guarda na frente da zaga.
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Martinelli: Não joga, ele desfila. Desfilou para um italiano — esse não turista, mas treinador da seleção (Ancelotti) — ver. O moleque merece a amarelinha!
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Lucho Acosta: Já que Itália lembra moda e estilo, Lucho é um luxo. Como joga esse baixinho!
Na zaga, Fábio foi um espectador privilegiado. Jemmes e Renê fizeram boas partidas. Já o ataque teve um Serna operário, um JK participativo e a infelicidade de Canobbio na expulsão.
Papo Reto e Independência
Terceira vitória seguida de Zubeldía sobre o nosso mais histórico freguês. E que venham os “Mulatinhos Rosados” do Bangu!
PS1: Tem gente que confunde independência e senso crítico com “oposição”. A essa gente, um pouco mais de honestidade intelectual não faria mal. PS2: Taxar o Explosão como “mídia de oposição” é desonesto. Criticamos para que a instituição evolua. Elogiamos quando o elogio não é mera bajulação. PS3: Respeitamos o resultado da eleição, mas os eleitos têm que ser cobrados. São representantes, não donos da instituição.
PS4: Em tempo: meus respeitos aos companheiros Vinicius e Leandro.
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