Vinicius Toledo analisa a inércia da diretoria liderada por Mattheus Montenegro, a incoerência financeira nas propostas por Bouanga e Arias, e a necessidade urgente de encarar o torcedor sem vitimismo.
Por Vinicius Toledo
Fala, galera tricolor! Tranquilo?
O calendário corre, a janela de transferências sufoca e o roteiro segue o mesmo no Fluminense: nada de zagueiro, nada de camisa nove. Toda semana um nome novo surge no radar, mas logo em seguida aparece o “obstáculo intransponível”. Já passou do ponto de ser apenas uma dificuldade de mercado; está ficando constrangedor, presidente Mattheus Montenegro.
Sinceramente, presidente, talvez seja o momento de o senhor pedir espaço em algum veículo, respirar fundo e admitir: a busca por reforços será retomada apenas na janela do meio do ano. É preciso coragem para falar a verdade, ou o plano é seguir empurrando com a barriga até o início de março para depois sacar aquele velho discurso vitimista, tentando sensibilizar a torcida com as “dificuldades do futebol”?
Chega, né? Qual o problema de admitir que não conseguiu? A verdade é sempre o melhor caminho. No caso do Fluminense, essa clareza daria tranquilidade até para os nossos atacantes, especialmente John Kennedy e Kevin Serna, que vêm se desdobrando e executando a função de camisa 9 de forma improvisada.
O fantasma de 2025 e o erro bancado
Essa carência de um comandante de ataque é uma ferida aberta desde o início de 2025. Inventaram o Everaldo e o bancaram até o fim. O resultado? Todo mundo viu que faltou aquele “homem gol” para avançarmos à final da Copa do Brasil.
Ainda tentaram empurrá-lo para 2026, mas a torcida, soberana, vaiou nos estádios e detonou nas redes sociais. O Bahia o levou de volta. Ufa! A nossa sorte é que o JK está voando e cheio de vontade, e o Serna tem se virado como pode na área. Mas até quando vamos viver de improviso e sorte?
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Cadê o dinheiro, presidente?
Aqui mora a grande interrogação: o Fluminense tem dinheiro ou aquela proposta recusada de 20 milhões de euros pelo Jhon Arias foi apenas um “papo furado” para jogar para a galera? E os 15 milhões de dólares oferecidos ao Los Angeles FC pelo Bouanga?
As tentativas frustradas por atacantes do San Lorenzo e do Lanús passaram uma impressão nítida de desespero. Sem radicalismo: contratar por contratar não leva a lugar algum. Hulk e Bouanga foram tentativas válidas e de nível. No caso do franco-gabonês, talvez valha amarrar algo para o meio do ano. O que não dá é para aceitar o silêncio como resposta ou press-release publicados na rede de apoio não oficial. Esse modus-operandi já está manjado há anos.
Zona de conforto e o “Manual de 1990”
A cobrança precisa ser incessante. Não podemos deixar o presidente Mattheus Montenegro em uma zona de conforto perigosa. E, claro, não dá para deixar passar batido a “dupla remunerada” que comanda o futebol: Mário Bittencourt e Paulo Angioni.
Para encerrar, um detalhe que mostra como falta visão estratégica nas Laranjeiras: John Textor demitiu a boa equipe de scout do Botafogo por contenção de gastos. Está aí uma oportunidade de ouro no mercado para profissionalizar nosso setor de inteligência. Mas sabemos que o Mário jamais faria esse movimento… o “estilo político” fala mais alto que a competência técnica.
A verdade liberta, presidente. Só falta a coragem para usá-la.
Forte abraço e ST!
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