Em entrevista coletiva após o revés de 3 a 2 no Maracanã, o técnico Luis Zubeldía admitiu que o Fluminense perdeu o controle emocional e tático no fim da partida. O treinador citou o cansaço de peças-chave e a incapacidade de segurar a bola como os fatores que permitiram a virada vascaína.
O Fluminense viveu uma noite de pesadelo no Maracanã nesta quarta-feira (18). Após construir uma vantagem de 2 a 0 com autoridade, o Tricolor viu o resultado escapar por entre os dedos, sofrendo a virada nos acréscimos. O técnico Luis Zubeldía, muito questionado pela torcida, tentou explicar como um domínio de 60 minutos se transformou em um vexame histórico contra o maior rival.
O colapso no terço final
Para o comandante argentino, o jogo mudou de mãos quando o Fluminense abriu mão do protagonismo. Zubeldía destacou que a equipe não soube reagir ao primeiro gol sofrido e sucumbiu à pressão física do Vasco nos instantes finais.
– Até os 2 a 0 me parecia que éramos melhores, controlando a partida. O resultado estava dentro do contexto que era a partida. Já com a ausência do Martinelli. Encontraram um gol rápido em bola parada e depois foram ações pontuais, jogadas de imposição. A medida que os minutos passaram não conseguimos manter o que fizemos por 60, 65 minutos. Sobretudo nos 15 minutos finais. Cedemos o protagonismo a eles.
– Em 15 minutos mudou o jogo. Apesar de fazer 2 a 0 merecidamente, depois eles terminaram ganhando por 3 a 2 também merecidamente. Isso tem a ver com essa imposição final, que não conseguimos resolver. Com cansaço de certos jogadores que terminaram virando a balança para que eles conseguissem o triunfo.
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Substituições e perda de características
Questionado sobre as trocas que desfiguraram o time, Zubeldía justificou que o cansaço de jogadores que “associam o jogo”, como Martinelli, Savarino e Lucho, obrigou as mudanças. Entretanto, ele admitiu que quem entrou não conseguiu manter o nível de posse de bola necessário para esfriar o clássico.
– Os jogadores que saíram eram os que mais seguravam a bola. Coloquei o Ganso para segurar. Antes tinha Martinelli, Savarino e Lucho. Jogadores que se associam. Mas foram cansando e os que entraram têm outro perfil do jogo. Por isso creio que nos últimos 10 minutos faltou segurar a bola. Creio que a equipe jogou mais de 45 minutos bem. Parte do segundo tempo também jogou bem.
Dificuldade nas bolas aéreas defensivas
Mesmo com a entrada de jogadores altos como Rodrigo Castillo para ajudar na bola aérea defensiva, o treinador reconheceu que o Fluminense aceitou o jogo de cruzamentos do rival e não teve “tranquilidade” para trabalhar a bola quando mais precisou.
– Nos últimos minutos não conseguimos trabalhar a bola com tranquilidade, entramos nesse jogo de defender cruzamento e não conseguimos fazer. Fizemos isso bem em outros momentos? Sim. Nós tínhamos gente alta. Estava Castillo, temos dois zagueiros altos, Renê é alto, Serna também entrou. A equipe rival soube fazer, não conseguimos solucionar ou ter a bola. Lamentamos que fizemos a maior parte da partida muito bem, mas os últimos 15 minutos destruíram tudo que fizemos.
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