Inspirado em Darcy Ribeiro, Vinicius Toledo analisa como o sucateamento de Xerém e o silêncio estratégico dos líderes apontam para um plano maior: a entrega do clube “na bacia das almas”.
Por Vinicius Toledo
Peço licença ao mestre Darcy Ribeiro, que um dia imortalizou a frase: “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”. Observando os últimos passos (ou tropeços) das Laranjeiras, sou obrigado a adaptar a máxima: A crise no Fluminense não é uma crise; é um projeto.
Os sinais estão escancarados para quem quiser ver. Não se trata de má sorte ou “fase ruim”. Estamos falando de um sucateamento sistêmico.
O Abandono de Xerém e da Defesa Institucional
Xerém, que já foi o coração financeiro e técnico do clube, hoje respira por aparelhos. O time Sub-20 na zona de rebaixamento do Brasileirão é o sintoma mais claro do descaso com a base. Somado a isso, temos uma defesa institucional inexistente. O episódio do último Fla-Flu, onde o clube se curvou à CBF e ao rival, não foi um erro isolado, mas apenas mais um capítulo de uma política de irritar e afastar o maior patrimônio do clube: a sua torcida.
O Sócio Futebol despencou após 2023. O que a diretoria fez? Cruzou os braços. Enquanto isso, negociações caríssimas e questionáveis, como a de Soteldo — reserva de luxo com salário de estrela e uma conta milionária a pagar no fim do ano —, drenam os cofres tricolores.
Mattheus Montenegro: O “Rojão” e o Fogo Amigo
O atual presidente, Mattheus Montenegro, segura hoje um rojão de proporções épicas. Há quem diga que ele deve tomar cuidado com o “fogo amigo”, mas deixo aqui a provocação: e se tudo isso for parte do projeto? Enquanto o futebol desce a ladeira e Mattheus vira alvo de chacotas públicas (como as aspas irônicas de jornalistas influentes), o ex-presidente e atual Diretor Geral remunerado, Mário Bittencourt, mantém um silêncio ensurdecedor. Mário observa o circo pegar fogo de camarote.
O “Gran Finale”
Não é coincidência que o auge da crise coincida com o avanço da SAF apresentada pela Lazuli Partners/LZ Sports. O plano está desenhado: um clube desvalorizado, uma torcida afastada e um elenco pressionado criam o cenário ideal para uma venda por necessidade, e não por estratégia.
Vale lembrar o detalhe crucial: em caso de aprovação desta SAF, Mário Bittencourt já tem lugar garantido como CEO. O circo está armado para o “Gran Finale” de meia dúzia de privilegiados. Para o Fluminense Football Club, no entanto, o que sobra é a conta de um projeto que parece ter sido desenhado para nos apequenar antes de nos vender.
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