Com receita recorde de R$ 758 milhões, Tricolor aposta alto no mercado, mas convive com salto na dívida fiscal e custo financeiro de R$ 105 milhões.
O Fluminense Football Club divulgou, nesta quinta-feira (30/04), suas demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. Auditado pela empresa BDO, o documento revela que o passivo total do clube alcançou a marca de R$ 1,04 bilhão, um aumento em relação aos R$ 865 milhões registrados no ano anterior.

1. O Detalhamento da Dívida
Embora o valor nominal tenha crescido, a diretoria tricolor argumenta que o salto foi contido diante das correções monetárias, como a taxa SELIC, que poderiam ter elevado o montante em quase R$ 450 milhões adicionais.
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Composição: Quase 50% do valor total da dívida é referente a tributos parcelados, com a maior parte dos vencimentos programada para o longo prazo.
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Contas com Atletas: O clube possui R$ 238 milhões a pagar de forma parcelada pela compra de direitos econômicos de jogadores.
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Equilíbrio Histórico: Pela primeira vez desde 2019, o clube registrou sua maior aproximação entre arrecadação e débito: R$ 1,022 bilhão em receita contra R$ 1,04 bilhão em dívida.
2. Investimento no Elenco e Valorização
O aumento da dívida também é explicado pelo forte investimento no departamento de futebol. Em 2025, o Fluminense gastou cerca de R$ 215,1 milhões na aquisição de novos atletas.
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Nomes como Agustin Canobbio (R$ 36,3 milhões) e Ruben Lezcano (R$ 31,7 milhões) lideram os investimentos do período.
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Como resultado, o valor da marca Fluminense subiu da 12ª para a 7ª posição no ranking das equipes brasileiras.
3. Receitas e Geração de Caixa
Para sustentar o passivo, o Fluminense contou com um desempenho financeiro robusto, atingindo a maior receita bruta de sua história (R$ 1,022 bilhão).
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Premiações: O sucesso esportivo rendeu R$ 363 milhões em prêmios.
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Bilheteria: Arrecadação recorde de R$ 43 milhões com jogos.
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Venda de Atletas: Receita de R$ 233,3 milhões, impulsionada pelas saídas de Kauã Elias (R$ 78,7 milhões) e Jhon Arias (R$ 60,5 milhões).
4. Custo Financeiro e Gestão
Um dos desafios apontados no balanço é o custo do endividamento. O clube registrou uma despesa financeira de R$ 105,6 milhões apenas com juros e encargos de financiamentos e antecipações. Por outro lado, o EBITDA (geração de caixa operacional) foi recorde, atingindo R$ 191,4 milhões, o que demonstra a capacidade do clube em gerar recursos através de sua atividade principal.
O clube também destacou que mantém o Regime Centralizado de Receitas (RCE) rigorosamente em dia e que já se prepara para as mudanças tecnológicas e operacionais da Reforma Tributária a partir de 2026.
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