Treinador argentino recebe cobranças formais em reunião, mas alto custo de rescisão dificulta mudança no comando técnico.
O clima esquentou nos bastidores do Fluminense. Na manhã deste sábado (02/05), o técnico Luis Zubeldía enfrentou uma reunião de cobrança com a diretoria no CT Carlos Castilho. Segundo o repórter Rafael Marques, da ESPN, a cúpula tricolor manifestou insatisfação com a campanha na Conmebol Libertadores, onde o clube amarga a lanterna do Grupo C.
Apesar da pressão interna, um detalhe contratual joga a favor da permanência do argentino: a multa rescisória. Caso o Fluminense decida demitir Zubeldía agora, terá que desembolsar 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 15 milhões na cotação atual).
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O custo da demissão
Para entender o tamanho do entrave financeiro, basta comparar com os salários restantes. Zubeldía recebe R$ 1,2 milhão mensais. Se cumprisse o contrato até o fim do ano, o clube gastaria cerca de R$ 8,4 milhões em salários, ou seja, metade do valor exigido pela multa de rescisão imediata.
Mário Bittencourt isolado
O presidente Mário Bittencourt segue como o principal fiador do trabalho de Zubeldía. No entanto, o dirigente encontra-se praticamente isolado na defesa do treinador, já que outros membros da diretoria cogitam uma mudança imediata para tentar salvar a temporada.
O mês de maio será o divisor de águas. Embora a multa proteja o técnico no curto prazo, uma eliminação precoce na fase de grupos da Libertadores pode tornar a situação insustentável, forçando o clube a arcar com o prejuízo financeiro para evitar um dano esportivo ainda maior.
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