Opinião: Vitória consolida o Fluminense no G4, mas escancara velho problema que precisa ser corrigido antes do Bolívar




Vitória gigante no G4, mas o fantasma da bola aérea acende o alerta máximo para terça! Entenda:
John Kennedy - Foto> Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Em editorial direto do Maracanã, nosso colunista analisa o triunfo sobre o São Paulo, defende Zubeldía e cobra solução para a bola aérea antes da Libertadores.

Por Vinicius Toledo

Fala, galera tricolor! Estou escrevendo estas linhas ainda no clima do Maracanã. Desci a rampa do Setor Sul, com a galera batucando, fazendo a festa e cantando alto. E não é para menos: vencemos o São Paulo por 2 a 1, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Uma vitória importantíssima, que consolida ainda mais o Fluminense no G4. A gente tem que reconhecer a boa campanha que o time faz no Brasileirão, mas a partir de agora, o chip mudou. Terça-feira tem Conmebol Libertadores, e é isso o que interessa.

Analisando friamente o jogo, a atuação do Fluminense foi boa no primeiro tempo. No segundo tempo, como já era de se esperar pelo desgaste, o time começou a cair de produção e o técnico Luis Zubeldía precisou mexer. O problema é que, quando o nosso ataque fica com Canobbio, Sern e Castillo, a situação fica mais complicada. O Fluminense até construiu, mas errou muito na intermediária adversária e falhou no último passe. Aquele velho problema conhecido.

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Por falar em velho problema conhecido, o roteiro se repetiu: tínhamos que sofrer um gol. E, como sempre, uma falha pelo jogo aéreo, uma pane na marcação. Os números são assustadores: o Fluminense já levou 34 gols nesta temporada, e 20 deles foram pelo alto. É complicado.

Canobbio confirmou o interesse do River Plate
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Mobilização, falta de treino e a permanência de Zubeldía

Reparei com muita atenção do estádio que desde o primeiro minuto, o São Paulo buscava os cruzamentos. Vi que existia uma mobilização enorme de todo o time do Fluminense para tentar cortar essas bolas. Todo mundo pulava para interceptar. Teve até um lance tenso onde dois jogadores nossos bateram cabeça — se não me engano, o Freytes e o Ignácio.

Essa entrega sinaliza algo positivo: todo mundo ali dentro está ciente de que o time falha nesse tipo de jogada. Mas, ao mesmo tempo, escancara a falta de treinamento. E aí eu preciso concordar com o Zubeldía quando ele alega a falta de tempo. Jogando de três em três dias, consertar um problema sério desses — que é o nosso ponto mais grave já pensando no mata-mata do segundo semestre — requer tempo.

Sei que tem muita gente na torcida pedindo a cabeça do treinador, mas eu sou totalmente contra e não escondo isso de ninguém. Acho que, por mais que o time falhe na bola aérea, o Fluminense constrói bem, articula as jogadas. É uma questão de tempo para o time entrar em melhor forma. Temos Bernal voltando de lesão e Martinelli no departamento médico. Com a pausa para a Copa do Mundo, será obrigação da comissão técnica acertar esse posicionamento defensivo.

A necessidade de um “xerifão” e o foco no Bolívar

Além do treino, fica claro que a diretoria precisa ir ao mercado buscar um zagueiro “xerifão”. Sei que é difícil, mas falta aquele cara ali atrás para orientar e coordenar a cozinha. Ao longo dos últimos anos, nós tivemos os grandes Nino e Felipe Melo na zaga campeã da América em 2023, e depois o Thiago Silva, que sempre orientava a rapaziada. Falta essa voz de liderança e diálogo no setor, além de uma proteção mais consistente, um verdadeiro “cão de guarda” na frente da zaga.

Ontem, o Fluminense poderia ter liquidado a fatura logo. Não liquidou, levou o gol, mas o importante são os três pontos. Agora, o foco é 100% no Bolívar. Eles perderam por 3 a 2 no Campeonato Boliviano e nós vamos pegar um adversário pressionado.

A torcida já chegou junto com mais de 51 mil ingressos vendidos. Na terça-feira, temos que jogar junto com o Fluminense no Maracanã para buscar uma grande vitória — um 3 a 0 pelo menos —, para chegarmos na última rodada dependendo apenas de uma vitória simples contra o Deportivo La Guaira.

É isso, galera. Um grande abraço, saudações tricolores! Continuem acompanhando o nosso trabalho nas redes sociais e, principalmente, no nosso site, que está bombando graças a vocês! Valeu!

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Sobre Vinicius Toledo 1509 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!