Aula de gestão: O choque de ordem no River Plate que serve de lição para o Fluminense




Exemplo do River Plate serve de alerta para o Fluminense
Presidente do River Plate

Vinicius Toledo analisa o choque de ordem no River Plate e cobra dispensa de nove atletas encostados no Fluminense

Por Vinicius Toledo

O futebol sul-americano exige cada vez mais intensidade, velocidade e, acima de tudo, coragem na gestão de futebol. Na última segunda-feira, o presidente do River Plate, Stefano Di Carlo, deu uma verdadeira aula de administração em entrevista ao programa ESPN F90. O mandatário do clube argentino confirmou uma reformulação agressiva no elenco. Ele anunciou a saída de 15 jogadores e a chegada de cerca de 7 reforços para elevar o patamar técnico do time comandado por Eduardo Coudet.

A postura firme do dirigente do River Plate liga um sinal de alerta imediato nas Laranjeiras. Apesar de colher bons resultados recentes, o Fluminense convive com uma realidade escancarada aos olhos da torcida: a necessidade urgente de uma oxigenação profunda em seu elenco. O atual mercado do futebol não tolera mais a manutenção de atletas que não entregam o nível de competitividade exigido.

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Custo de manutenção e coragem para cortar a carne no mercado

O grande mérito da declaração de Stefano Di Carlo foi a honestidade financeira. O presidente do River Plate destacou que o dado mais relevante no futebol atual não é apenas o custo de transferência, mas sim o peso de manter contratos de atletas que não rendem o esperado. Ele assumiu publicamente que o clube vai gerenciar saídas rápidas, aceitando vender jogadores por valores menores do que comprou e assumindo o prejuízo para cortar situações insustentáveis.

No Fluminense, a diretoria tricolor precisa adotar essa mesma postura agressiva para a sequência do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Conmebol Libertadores. No cenário atual, pelo menos nove jogadores do elenco tricolor já não possuem condições técnicas ou físicas de permanecer no clube. Seja por falhas sucessivas em partidas decisivas, pela falta de intensidade em um esporte cada vez mais físico, ou por estarem claramente encostados apenas recebendo vencimentos, a permanência desses atletas drena os recursos do Fluzão.

Exemplo do River Plate serve de alerta para o Fluminense
CT do Fluminense – FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C

Opinião de Vinicius Toledo: Falta ao Fluminense a agressividade do River Plate

“Vou falar bem a verdade para vocês: a entrevista do presidente do River Plate deveria ser exibida em loop nas salas da diretoria do Fluminense. O futebol mudou, o chassi do esporte hoje é pura intensidade, e o Fluzão continua carregando um peso morto inexplicável no elenco. Temos hoje, no mínimo, uns nove jogadores que não entregam absolutamente nada em termos de competitividade e só servem para onerar a folha salarial do clube.

Falta para a nossa gestão a coragem que o Stefano Di Carlo demonstrou na ESPN. Se errou na contratação, assume o prejuízo, negocia, empresta, dá o passe, mas limpa a folha! É preciso liberar espaço e recursos para trazer cinco ou sete jogadores de verdadeira hierarquia, que cheguem para vestir a camisa e resolver, assim como o River está fazendo. Manter jogador encostado por pura comodidade de cumprir contrato é um erro. Isso vai nos custar caro na hora em que o motor das principais competições ferver”, analisou Vinicius Toledo.

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Sobre Vinicius Toledo 1630 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!