Colunista do Explosão Tricolor destaca que, apesar dos quatro empates seguidos, o time tem superioridade técnica e não pode depender dos pênaltis; ele aponta lentidão no trio de volantes e pede ousadia nas laterais.
Fala, galera tricolor! Papo rápido e direto sobre a decisão desta quarta-feira, onde o Fluminense Football Club enfrenta o Vasco da Gama no Maracanã, valendo vaga nas quartas de final da Copa Betano do Brasil 2026.
Após uma sequência de quatro empates seguidos, o Tricolor não tem mais para onde correr. É bem verdade que o regulamento permite uma quinta igualdade e uma posterior classificação na disputa de pênaltis. No entanto, sejamos realistas: o Fluminense tem a obrigação moral de vencer essa partida no tempo normal. A eliminação na semifinal do ano passado, diante do mesmo rival, ainda dói e serve de alerta para hoje. Não podemos correr o risco de depender da loteria das penalidades.
A Preocupação Tática: O Meio-Campo
Sob o ponto de vista tático, a minha maior preocupação recai sobre o setor de meio de campo. Na partida de ida, observando in loco no estádio, ficou evidente uma enorme lentidão no trio formado por Martinelli, Hércules e Lucho Acosta.
Especificamente sobre o argentino Lucho Acosta, ele é peça fundamental para fazer o jogo do Fluminense fluir. No entanto, ele não tem apresentado as ações verticais que sempre foram a sua marca registrada e que davam excelente volume de jogo ao time. Sem essa verticalidade, a equipe fica previsível.
No restante da estrutura, sou totalmente a favor da manutenção da dupla de zaga com Ignácio e Igor Rabello, que tem dado segurança. Nas laterais, a situação é mais limitada, mas ainda acredito que falta dar uma oportunidade real ao jovem Júlio Fidelis para tentar qualificar o apoio pelo lado direito.

O Ataque e o Rival
No setor ofensivo, por mais que o Canobbio consiga irritar até as lendas que estão no andar de cima — citando Nelson Rodrigues, Assis, Super Ézio e Careca do Talco —, na atual conjuntura, o uruguaio está muito acima dos outros na questão física. A sua entrega é inegável. O problema crônico dele continua sendo a bendita última bola, o passe ou finalização decisiva. Completando o setor, Savarino e John Kennedy são, sem dúvida, as melhores opções de momento para formar o trio titular.
Do outro lado, o Vasco terá um reforço de peso: Thiago Mendes, que considero o verdadeiro cérebro do time deles. A marcação tricolor não poderá dormir um segundo sequer, pois o meio-campista dita o ritmo, dá volume de jogo e ainda pisa bem na área adversária para finalizar.
O Caminho para a Vitória
No jogo de ida, notei que existiam duas verdadeiras “avenidas” para o Fluminense explorar. Canobbio e Soteldo apareceram bem nelas em alguns momentos, mas faltou aos laterais tricolores avançarem um pouco mais para fazer a ultrapassagem e o “um-dois”.
Até entendo que possa ser uma ordem do técnico Luis Zubeldía para manter a linha de quatro defensiva e evitar contra-ataques. Porém, em um jogo de mata-mata com a dimensão de um Clássico Vovô, há momentos que pedem para arriscar um pouco mais. Caso contrário, a bola pode punir essa cautela excessiva.
Estou com os pés no chão, ciente das dificuldades do momento, mas com uma ponta de esperança de que hoje será uma noite especial para o Fluminense no Maracanã.
Forte abraço e Saudações Tricolores!
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