Em artigo assinado por Lindinor Larangeira, Explosão Tricolor analisa o empate por 3 a 3 contra o Athletico-PR e critica duramente a arbitragem na Arena da Baixada.
Por Lindinor Larangeira
Um verdadeiro jogo de xadrez. E muito bem disputado. Tática, técnica e fisicamente. Foi o que fizeram Athletico-PR e Fluminense, na Arena da Baixada, na bela manhã de domingo, na linda Curitiba.
O Furacão não ocupa o terceiro lugar na tabela do Brasileirão por acaso. O time comandado pelo bom Odair Hellmann sabe o que faz em campo. Fora de casa, adota um estilo mais reativo, apostando na velocidade de Mendoza e Leozinho, e no poder de finalização de Kevin Viveros, artilheiro do campeonato. No seu caldeirão, a conversa é outra: o rubro-negro paranaense marca pressão e morde o adversário o tempo inteiro.
No primeiro tempo, jogo igual, com muita disputa no meio-campo. A partir dos 25 minutos, o time da casa passou a controlar a partida, forçando os erros de saída de bola dos visitantes. O primeiro gol repetiu a rotina de que bola alta na área do Fluminense é sinônimo de desespero. Mas três minutos depois, aos 38, o golaço de falta de Hulk, que teve sua melhor atuação com a camisa tricolor, colocou a igualdade no placar.

Segundo tempo eletrizante e erro crasso de arbitragem
Com um início de segundo tempo avassalador, de verdadeiro furacão, o Athletico chegou ao segundo gol, em falha de Guga. O Fluminense sentiu, mas conseguiu se equilibrar e chegar ao empate em gol de Canobbio, num frango do experiente Santos.
A partir daí, quem acusou o golpe foi o time da casa e o Tricolor virou, em jogada ensaiada, bem concluída por Ignácio. Quando a vitória parecia encaminhada, a arbitragem aplicou o critério: “na dúvida, contra o Fluminense”. O pênalti, assinalado já nos acréscimos, foi, no mínimo, duvidoso. Em minha opinião, inexistente.
A questão é uma só: se fosse a favor do Fluminense, o árbitro teria tamanha convicção em marcar?
Pra que o VAR?
Outra indagação importante é: por que os pênaltis a favor do Fluminense quase sempre têm revisão do VAR, e nos casos em contrário, quase nunca?
Fez muito bem o presidente Mattheus Montenegro em questionar a arbitragem do péssimo Felipe Fernandes de Lima (MG). Agora cabe ao mandatário representar contra esse soprador de apito, e a equipe do VAR, que deveria passar por exame oftalmológico.
O resumo da ópera é que tivemos um grande jogo. Digno de G-4. Com um time muito bem treinado, por um técnico contestado, mas muito competente. E outro em evolução, com muita coisa a melhorar. Mas o que tem que melhorar ainda mais são as arbitragens e os critérios das equipes do VAR.
Resultado bastante justo, pelo que as duas equipes entregaram em campo, mas comprometido por mais um dos muitos “erros” de arbitragem. Na maioria das vezes, contra o Fluminense.
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