Em sua nova coluna no Explosão Tricolor, Lindinor Larangeira analisa a vitória sobre o Vasco, ironiza a atuação da arbitragem e cobra posicionamento da diretoria.
(por Lindinor Larangeira)
Sou de um tempo em que o Vasco era nosso maior freguês. Ultimamente, mesmo com suas enormes limitações, o cruzmaltino tem complicado nossa vida. Na noite de sábado, no Maracanã, até tentou. Fez um primeiro tempo de muita intensidade, com pouca efetividade, produzindo um bom volume de jogo, mesmo sem ter obrigado Fábio a qualquer defesa.
Os comandados de Marcão lembravam aquele bando dirigido pelo Zubeldía: desorganizado, sem atitude e aceitando, de maneira passiva, o jogo de imposição do adversário.
Soteldo nada produzia no ataque e pouco contribuía na recomposição defensiva. Nonato, sumido, sobrecarregava Martinelli. Somente a zaga, com as boas atuações de Ignácio e Millán, segurava o rojão, não deixando a bomba explodir no colo de Fábio. Hulk era uma espécie de Robinson Crusoé, sem ninguém para dialogar.
Pior do que a atuação pavorosa do Fluminense, só a do péssimo árbitro, o capixaba Davi de Oliveira Lacerda.

Foi paquera, ou eu que sou maldoso?
Lacerda produziu a cena mais insólita da primeira etapa ao ficar cara a cara com Canobbio, após uma das muitas tretas da partida. A estranha proximidade, longe de me parecer um ato hostil, me lembrou quase uma “paquera” do juiz ao atacante tricolor.
Brincadeiras à parte, o segundo tempo apresentou o Flu de Marcão. Um time ligado, ofensivo e que troca passes no campo adversário. O placar de 1 a 0, pelo que entregou na fase final da partida, ficou barato.
Em uma das poucas boas jogadas de Soteldo, que teve finalização de centroavante de Lucho Acosta, aconteceu o gol que manteve o adversário no seu devido lugar: o Z-4.

Presidente Mattheus, o torcedor está pra lá de “chateado” com as arbitragens
Além da cena digna do antigo programa “Namoro na TV”, o árbitro deixou de assinalar pênalti claro em Serna, que poderia ter sido confirmado com a revisão do VAR. Mas talvez o senhor Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC), naquele momento, estivesse em uma resenha na cabine do VAR sobre como o Canobbio parece com aqueles príncipes da Disney, ou sobre qual será o próximo filme da Marvel em que teremos o Incrível Hulk como um dos protagonistas.
Falando sério, mais uma vez o Fluminense foi garfado. Ainda bem que, dessa vez, pontos não foram subtraídos na tabela. A boa notícia desse jogo, além da vitória, foi que Acosta entrou bem e que o time ainda tem muito a evoluir. Por outro lado, já passou da hora de a diretoria tomar uma atitude mais energética.
Presidente Mattheus, mais do que o senhor, a torcida não está apenas “chateada”, está P da vida de ver o clube ser prejudicado jogo sim, jogo também. No final, o Arerê, da Ivete Sangalo, foi trocado pelo Sidney Magal, porque o “Vasco, esse ano, meu amor, vai cair pra série B”. Aliás, um lugar muito conhecido por ele.
“É o destino…”
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