O impasse envolvendo o uso do Maracanã ganhou um novo capítulo. Diante das recentes negativas para mandar partidas no estádio, o Vasco avalia recorrer à Justiça para tentar anular a licitação vencida por Flamengo e Fluminense e questionar o atual modelo de administração do palco.
Sem conseguir chegar a um acordo para utilizar o Maracanã, o Vasco estuda ingressar com uma ação na Justiça para tentar anular a licitação do estádio vencida por Flamengo e Fluminense. O repórter Diogo Dantas, do jornal O Globo, divulgou a informação em primeira mão.
O clube de São Januário entende que o processo de concorrência não levou em consideração, de maneira adequada, a possibilidade de sua participação na administração do Maracanã.
Negativas aumentaram insatisfação
O movimento ganhou força após sucessivas recusas para que o Vasco utilizasse o estádio. Nos últimos dias, o consórcio negou novamente o uso do Maracanã para a partida contra o Santa Fé, marcada para 15 de setembro, pela Sul-Americana.
Diante da negativa, o Vasco definiu São Januário como palco do confronto. O clube também recebeu, informalmente, uma resposta negativa para mandar no Maracanã o duelo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, no dia 8 de novembro.
-
Saiba se o Fluminense pretende contratar algum reforço no último dia da janela de transferências
-
Fluminense deve ter pelo menos dois retornos para o jogo contra o Atlético-MG
-
Fluminense confirma grave lesão de Germán Cano; veja o tempo de recuperação
-
Ignácio tem lesão confirmada; veja a gravidade e a previsão de retorno

Vasco questiona influência política
A diretoria vascaína entende que as dificuldades para utilizar o estádio ultrapassam aspectos técnicos. Internamente, existe a avaliação de que pessoas ligadas ao Flamengo ocupam posições relevantes tanto no consórcio quanto no Governo do Rio, o que, na visão do Vasco, dificultaria qualquer negociação.
Um dos movimentos recentes citados nesse contexto foi a entrada de Luis Felipe de Barros no lugar de Severiano Braga como diretor de operações.
Barros teria recebido indicação de Flávio Willeman, vice-presidente do Flamengo, procurador-geral do Estado e atual secretário da Casa Civil do Governo do Rio.
Consórcio se apoia em ausência de contrato formal
Por outro lado, o consórcio sustenta sua posição na falta de formalização de um acordo elaborado entre Vasco, Flamengo e Fluminense em abril de 2025. Na ocasião, os clubes produziram um memorando de entendimento que previa a utilização do Maracanã pelo Vasco.
O documento, porém, recebeu apenas as assinaturas dos clubes. O consórcio não formalizou o contrato e, em tese, o acordo não chegou a entrar oficialmente em vigor.
Vasco teria direito a jogos no Maracanã
Pelo entendimento discutido em 2025, o Vasco poderia mandar entre quatro e oito partidas por temporada no Maracanã, além dos clássicos, durante 2025 e 2026. A quantidade dependeria da tabela da CBF e também da participação dos clubes em competições internacionais.
O acordo contemplava principalmente os clássicos pelo Campeonato Brasileiro. No planejamento vascaíno, o clube projetava disputar 19 partidas no Maracanã durante o período previsto.
Impasse pode parar na Justiça
Sem avanços nas conversas e diante das novas recusas, o Vasco avalia agora uma ofensiva jurídica contra o modelo atual de concessão. Caso siga adiante, o clube poderá tentar questionar judicialmente a licitação vencida por Flamengo e Fluminense, abrindo uma nova frente na longa disputa envolvendo a administração e o uso do Maracanã.
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
Compartilhe o artigo em suas redes sociais!
Siga o Explosão Tricolor no WhatsApp, Facebook, Instagram e Rede X
E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com
