O debate sobre os 4 mil ingressos destinados à torcida do Fluminense no Nubank Parque ganhou novos contornos, mas um ponto precisa ficar claro: segurança deve vir sempre em primeiro lugar. Ao mesmo tempo, cabe ao Palmeiras encontrar uma solução que permita cumprir o regulamento da Conmebol.
Por Leandro Alves
Acompanhei atentamente as declarações do tenente-coronel Valdinei Arcanjo da Silva, da Polícia Militar de São Paulo, sobre o impasse envolvendo a ampliação do setor visitante do Nubank Parque para receber 4 mil torcedores do Fluminense no jogo de volta contra o Palmeiras, pela semifinal da Libertadores 2026. Concordei integralmente com o posicionamento do oficial.
Ele deixou claro que a ampliação só poderá acontecer caso o Palmeiras cumpra todas as exigências necessárias para garantir a segurança de quem estiver no estádio.
– Eu não tenho dúvidas de que prevalece sempre a questão da segurança, porque o regulamento da competição é uma questão privada, é um regulamento interno. Se não houver condições de segurança para torcedores, atletas, profissionais de imprensa, policiais e todos os envolvidos, o regulamento da competição, nesse caso, fica em segundo plano. Sempre vai prevalecer a condição da segurança – disse o oficial.
Não cabe ao torcedor avaliar questões técnicas
Como simples torcedor do Fluminense, eu não tenho capacidade técnica para afirmar se o Nubank Parque oferece ou não condições para receber 4 mil tricolores com segurança.
É justamente para isso que existem a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e os demais órgãos responsáveis. Nesse sentido, a decisão precisa realmente priorizar a segurança dos torcedores do Fluminense que forem ao estádio.
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O Fluminense não criou esse problema
Ao mesmo tempo, existe outro ponto que precisa ficar claro: o Fluminense não tem nada a ver com esse problema. A questão agora cabe ao Palmeiras.
O regulamento da Conmebol prevê a disponibilização de 4 mil ingressos para a torcida visitante nas semifinais da Libertadores. O Fluminense apenas cobra o cumprimento dessa regra.
Se o Nubank Parque não reunir condições para receber essa quantidade de visitantes com segurança, então o clube paulista terá que encontrar outra solução.
Cabe ao Palmeiras viabilizar a partida
Se a estrutura do estádio não permitir o cumprimento do regulamento, o Palmeiras terá que avaliar outro palco para mandar a partida.
O que não me parece razoável é transformar uma limitação estrutural ou operacional do estádio em um problema do Fluminense.
O Tricolor não está pedindo nenhum privilégio. Está apenas reivindicando a carga prevista para esta fase da competição.
Diretoria precisa manter a posição
Por isso, espero que a diretoria do Fluminense siga firme na posição de exigir os 4 mil ingressos destinados à torcida tricolor. A segurança deve prevalecer, sem qualquer dúvida.
Mas cabe ao Palmeiras encontrar uma maneira segura de cumprir o regulamento da Conmebol. Esse é um problema que o clube paulista precisa resolver.
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