Mandatário do Fluminense, Mattheus Montenegro revela impacto financeiro superior a R$ 100 milhões no clube após o decreto do governo que proíbe as bets e cassinos online no Brasil.

A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele determinou a proibição dos cassinos online e das casas de apostas esportivas (bets) em todo o território nacional a partir do próximo dia 6 de outubro. Por causa disso, gerou-se uma forte onda de preocupação nos bastidores do futebol brasileiro. O impacto financeiro foi detalhado pelo mandatário do Fluminense, Mattheus Montenegro, durante entrevista ao CNN Prime Time.
Sem entrar no mérito político da medida, o dirigente destacou a gravidade da imprevisibilidade. Afinal, a decisão foi tomada “do dia para a noite”.
“Uma decisão que preocupa muito, não só o Fluminense, como todo o futebol brasileiro, porque, sem entrar no mérito político da medida, é uma medida que foi tomada do dia para a noite, e o impacto é muito grande”, declarou Montenegro.
Prejuízo superior a R$ 100 milhões nas Laranjeiras
O rombo financeiro nas contas do Tricolor das Laranjeiras é expressivo. Além disso, ele atinge múltiplos setores da gestão comercial do clube. Consequentemente, além da perda do contrato de patrocínio máster, o clube lida com reflexos diretos em outras frentes operacionais e de marketing:
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Patrocínio Máster: A principal fonte da camisa tricolor deixa de injetar recursos essenciais no orçamento do clube.
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Propriedades Comerciais: Em seguida, a proibição afeta contratos de exibição de marcas em placas estáticas e dinâmicas no gramado.
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Logística e Estoque: Por fim, há um prejuízo colateral com o material de merchandising já produzido, incluindo camisas oficiais confeccionadas com até seis meses de antecedência.
“Aqui no Fluminense temos o impacto de mais de R$ 100 milhões com a medida, porque, além do patrocínio máster, isso também afeta contratos que a gente tem, como as placas do campo, as camisas que temos já produzidas com seis meses de antecedência. O impacto é muito grande, que preocupa muito aqui para o futuro do Fluminense”, lamentou o mandatário.
Cenário nacional de incerteza
Enquanto o mercado se movimenta — com a expectativa de que as casas de apostas acionem a Justiça para recorrer do decreto —, os clubes tentam mensurar o tamanho do buraco.
Portanto, dados da consultoria Sports Value referentes a 2025 mostram que os principais clubes do país movimentaram cerca de R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing. Destes, 34% desse montante (aproximadamente R$ 1,1 bilhão) vieram diretamente do setor de apostas esportivas.
Com o prazo fatal batendo à porta para outubro, a diretoria tricolor e os demais gestores do esporte nacional entram em uma corrida contra o tempo. O objetivo é buscar alternativas comerciais e mitigar os danos de uma das maiores reviravoltas financeiras da história recente do futebol brasileiro.
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