Mattheus Montenegro se pronunciou sobre a proibição das casas de apostas no Brasil e demonstrou preocupação com os efeitos da medida nas finanças do Fluminense e do futebol brasileiro. Segundo o presidente tricolor, o impacto para o clube ultrapassa R$ 100 milhões e pode provocar uma forte desvalorização dos contratos de patrocínio no mercado.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, se pronunciou sobre a decisão do Governo Federal de proibir as casas de apostas no Brasil. A Medida Provisória foi assinada nesta sexta-feira (25/09) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Montenegro, a principal preocupação do clube está na velocidade da mudança e nos efeitos financeiros provocados pelo fim dos contratos mantidos com empresas do setor.
“O que preocupa o Fluminense e todo o futebol brasileiro é o impacto de uma medida tomada de um dia para o outro. Aqui (no Fluminense), o impacto ultrapassa R$ 100 milhões. É uma grande preocupação para o clube.”
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Presidente alerta para desvalorização das camisas
Montenegro também chamou atenção para um possível efeito em cadeia no futebol brasileiro. Na avaliação do dirigente, como diversos clubes perderão simultaneamente patrocinadores ligados ao setor de apostas, haverá um aumento significativo na oferta de espaços publicitários disponíveis.
Isso poderia fortalecer o poder de negociação das empresas interessadas e reduzir os valores oferecidos aos clubes.
“Essa medida faz com que a maioria dos clubes brasileiros perca o patrocínio ao mesmo tempo. Isso desvaloriza o ativo, porque as empresas interessadas terão quase todos os clubes disponíveis, reduzindo o valor de mercado das camisas.”
Montenegro questiona segurança jurídica
Outro ponto levantado pelo presidente envolve a segurança jurídica dos contratos existentes. Montenegro argumenta que uma mudança abrupta, sem um período maior de transição, cria dificuldades para clubes e empresas que organizaram seus planejamentos financeiros com base na legislação vigente até então.
“Tem a questão da segurança jurídica, já que a medida foi tomada do dia para a noite, sem transição, e pode violar leis e a constituição.”
Presidente cita arrecadação e mercado clandestino
O mandatário tricolor também apresentou argumentos relacionados à arrecadação pública e à possibilidade de crescimento das operações clandestinas.
Segundo Montenegro, as empresas de apostas arrecadaram R$ 9 bilhões para o Governo Federal entre janeiro e agosto de 2026, e a decisão não apresentaria uma estimativa do impacto causado pela perda dessa receita.
“Além disso, as bets arrecadaram R$ 9 bilhões para o governo entre janeiro e agosto de 2026, e a medida não estima o impacto sobre essa receita. Também há o risco de fortalecer o mercado clandestino, além da falta de urgência, já que o tema já vinha sendo discutido no Congresso.”
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