O impacto da proibição das casas de apostas pode atingir diretamente uma das principais receitas do Fluminense. Com a Superbet sinalizando a saída caso a Medida Provisória seja mantida, o clube prepara sua entrada no STF para reforçar os argumentos do futebol brasileiro contra a decisão.
O Fluminense decidiu se juntar à movimentação de clubes brasileiros que pretendem recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra os efeitos da decisão do Governo Federal de proibir as casas de apostas.
Segundo o jornalista Diogo Dantas, o clube já prepara o documento necessário para ingressar na ação como amigo da corte, caminho semelhante ao adotado pelo Flamengo e que também deve ser seguido por outras equipes.
Superbet já notificou o clube
No caso do Fluminense, o contrato com a Superbet torna a situação ainda mais delicada. A empresa já notificou extrajudicialmente a diretoria e informou que poderá deixar o clube caso o Governo não suspenda ou modifique a Medida Provisória.
A patrocinadora ainda tem valores a repassar ao Tricolor neste ano, embora já tenha quitado mais da metade do montante previsto para 2026.
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Perda em 2027 pode chegar a R$ 100 milhões
O Fluminense estima que a saída da Superbet possa representar uma perda de aproximadamente R$ 100 milhões em 2027, valor equivalente a cerca de 20% da receita projetada pelo clube.
Essa conta não envolve apenas o valor direto do patrocínio. O cálculo também considera receitas ligadas à venda de camisas, placas publicitárias e royalties.
Folha salarial é uma das principais preocupações
A interrupção dos pagamentos preocupa principalmente pelo impacto sobre a folha salarial do futebol profissional. Nos últimos anos, o Fluminense aumentou seus compromissos com salários, e a perda de uma receita dessa dimensão exigiria ajustes importantes no planejamento financeiro.
No início de 2026, o clube renovou o contrato com a Superbet até o fim de 2029. O acordo pode render até R$ 86 milhões por temporada, considerando valores fixos e bônus.
Clube tenta reduzir impacto da medida
A entrada no STF surge, portanto, como parte da estratégia do Fluminense para tentar preservar receitas já previstas em seu orçamento.
Caso receba autorização para participar como amigo da corte, o clube poderá apresentar documentos, números e argumentos sobre os efeitos da proibição em seus contratos e no planejamento financeiro.
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