Vasco recebe mais um “não” da Justiça na tentativa de usar o Maracanã

Juíza negou nova tutela de urgência e entendeu que os argumentos apresentados não alteram os fundamentos das decisões anteriores.




Justiça negou mais um pedido do Vasco para usar o Maracanã
Foto: Daniel Brasil / Maracanã

A disputa pelo palco de Vasco x Boca Juniors ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira. A Justiça do Rio de Janeiro voltou a rejeitar um pedido para liberar o Maracanã e manteve, por enquanto, o cenário desfavorável ao clube cruzmaltino.

A Justiça do Rio de Janeiro voltou a negar um pedido para que Vasco x Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, aconteça no Maracanã. A informação foi dada pelo canal “Atenção, Vascaínos”.

Em decisão assinada nesta quinta-feira (8), a juíza Georgia Vasconcellos, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, rejeitou integralmente uma nova tentativa de tutela de urgência apresentada em ação popular.

O pedido pretendia envolver o Estado do Rio de Janeiro, na condição de Poder Concedente, para viabilizar a utilização do estádio.

Novos argumentos não mudaram entendimento

Segundo a decisão, os novos argumentos apresentados não foram suficientes para alterar os fundamentos das duas decisões anteriores que já haviam rejeitado a tutela.

A magistrada destacou que a indicação do Maracanã como local preferencial do ponto de vista da segurança pública não cria, por si só, uma obrigação contratual para disponibilizar o estádio na data solicitada.

MP defende Vasco x Boca Juniors no Maracanã
Foto: Tiago Tassi / Maracanã

Nilton Santos aparece como alternativa

A decisão também cita uma manifestação da Polícia Militar. De acordo com o documento, o Estádio Nilton Santos reúne condições estruturais e operacionais para receber Vasco x Boca Juniors.

Esse entendimento enfraqueceu o argumento de que apenas o Maracanã poderia atender às exigências relacionadas à operação de segurança da partida.

Justiça evita interferir no calendário

Georgia Vasconcellos também considerou que uma ordem para liberar o Maracanã poderia interferir nas agendas previamente estabelecidas pela concessionária e pelos clubes que operam o estádio. A juíza rejeitou ainda o pedido para remanejar partidas já marcadas.

Outro fator levado em consideração foi o risco de irreversibilidade prática. Uma eventual alteração no calendário ou a própria realização do confronto produziria efeitos que a Justiça não conseguiria desfazer posteriormente.

Caso já está em instância revisora

A magistrada ressaltou ainda que a matéria já passa por análise em instância superior por meio de Agravo de Instrumento.

Por isso, entendeu que não seria adequado promover sucessivas reapreciações sobre um tema que o próprio Juízo já havia decidido anteriormente.

Com isso, seguem válidas as decisões que negaram, até o momento, a utilização do Maracanã para a partida entre Vasco e Boca Juniors.

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