(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor! Não deu para o Fluminense. Na primeira batalha da semifinal da Conmebol Libertadores, o Palmeiras venceu por 2 a 1 em pleno Maracanã diante de 69 mil torcedores. É verdade que o Tricolor teve a posse de bola durante boa parte do jogo. Contudo, infelizmente, essa posse não significou nada em termos de perigo.
Na arquibancada, escutei muita gente falando que o time estava dominando o Palmeiras. No entanto, a minha leitura do confronto foi bem diferente.
Domínio estéril e proposta eficiente
O que eu vi foi o Fluminense extremamente lento na troca de passes. Além disso, faltou profundidade e o time ficou totalmente nulo na criação de jogadas. Já do outro lado, o Palmeiras estava muito seguro na sua proposta de jogo. Dessa forma, o rival deixou a bola com o Tricolor, mas permaneceu pronto para dar o bote na hora certa. E, foi exatamente o que aconteceu no final do primeiro tempo em um contra-ataque que terminou em gol na rede do Fábio.
No segundo tempo, o Fluminense até tentou acelerar mais a partida. Porém, o Palmeiras seguiu “cozinhando” o jogo, com o seu trio de zagueiros colocando o ataque tricolor no bolso.

Erros de leitura e a demora nas trocas
Quando o cronômetro passou dos dez minutos da etapa final, eu já estava extremamente irritado com o técnico Marcão. Afinal, a demora nas substituições foi um grande erro. Mas, o pior mesmo foi não ter colocado o garoto Wesley Natã na primeira leva de alterações.
Vale lembrar que cheguei a mencionar o garoto no meu artigo pré-jogo como um “fator novo” imediato para essa semifinal. Afinal, ele é atrevido e talentoso nos dribles, algo que Kevin Serna e Canobbio não entregam no momento.
Para agravar a situação, o Palmeiras ampliou o placar. Nessa hora, vi uma galera metendo o pé no Setor Sul do Maracanã. Meu mundo caiu, mas rapidamente me levantei e soltei para o meu amigo Gabriel Sampaio: “Temos que salvar um gol para chegarmos vivos em São Paulo”.
O moleque de Xerém e a esperança em aberto
O atacante Wesley Natã entrou apenas aos 40 minutos do segundo tempo. Ainda assim, teve tempo de fazer o gol da sobrevivência do Fluminense na semifinal continental. Tudo bem que contou com a colaboração do goleiro Carlos Miguel, que saiu muito mal do gol. No entanto, o moleque de Xerém mais uma vez provou que merece jogar um tempo maior.
Em suma, o Palmeiras jogou como um time copeiro e foi bastante eficiente. Por outro lado, o Fluminense apresentou um domínio estéril, no qual Marcão não teve a leitura de jogo correta. Além de demorar bastante para colocar Wesley Natã — que já havia se destacado contra Coritiba e Flamengo —, demorou para sacar o atacante Hulk, que teve uma atuação terrível.
A situação do Fluminense ficou mais difícil, mas ainda faltam 90 minutos em São Paulo. Portanto, não há nada de anormal em vencer por uma diferença mínima e levar a decisão para os pênaltis, ou até mesmo ganhar por dois gols de vantagem. Para isso, o time vai precisar acelerar o jogo e chutar muito mais a gol.
Forte abraço e ST!
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