(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Sinceramente, hoje fica até difícil começar a conversa com o tradicional “tudo tranquilo”. Afinal, o que aconteceu nesta semana nos bastidores do futebol brasileiro é um tapa na cara de qualquer pessoa que ainda tenta levar o esporte a sério neste país.
Vamos aos fatos escancarados: na última quarta-feira, a própria Comissão de Arbitragem da CBF se reuniu e admitiu com todas as letras que o volante Erick Pulgar, do Flamengo, deveria ter sido expulso no clássico Fla-Flu após uma entrada brustca e violenta no nosso atacante Rodrigo Castillo. A entidade reconheceu que o juiz Rafael Klein errou feio no gramado e que o VAR, sob o comando de Daniel Nobre Bins, tinha a obrigação de chamá-lo para a revisão.
Aí você pensa: “Pelo menos a Justiça Desportiva vai corrigir essa aberração, certo?”
Errado! No dia seguinte, na quinta-feira, a Quarta Comissão Disciplinar do STJD simplesmente absolveu o jogador por unanimidade. Qual foi a justificativa absurda dos auditores? A de que “não cabe ao tribunal modificar a punição de um lance avaliado pela arbitragem durante o jogo”.
Aonde nós fomos parar, meu torcedor? Que tipo de teatro varzeano é esse?
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A conta sempre sobra para o Fluminense
É de uma canalhice sem tamanho. A CBF assume publicamente que o apito errou e que o adversário deveria ter jogado boa parte do clássico com um jogador a menos. Enquanto isso, o tribunal desportivo lava as mãos fingindo que nada aconteceu.
E quem é que paga essa conta salgada? O Fluminense!
O Tricolor ficou no preju15ízo direto na tabela de classificação do Brasileirão, prejudicado por uma decisão de arbitragem desastrosa que alterou os rumos do jogo. Por outro lado, o rival segue na liderança da competição, blindado e sem perder seu atleta por uma única partida sequer.
No fim das contas, a mensagem que o futebol brasileiro passa é clara: as regras mudam dependendo de qual camisa está em campo. O torcedor tricolor é feito de otário, paga ingresso caro, consome, torce e fica com a nítida sensação de estar assistindo a uma carta marcada, vestindo um verdadeiro nariz de palhaço.
Até quando aturar isso?
Até quando a diretoria do Fluminense e a nossa torcida aceitarão esse tipo de esculhambação passivamente? Se a própria comissão de arbitragem da CBF admite o erro grave, como um tribunal pode ignorar a violência da jogada para não melindrar o apito?
A diretoria tricolor precisa ir ao Pleno do STJD e esgotar todas as instâncias possíveis contra essa decisão vergonhosa. O Fluminense exige e merece respeito. Chega de sermos prejudicados pela incompetência alheia combinada com a covardia de quem deveria zelar pelas regras do jogo.
Que país é esse? Que futebol é esse?
Forte abraço e ST!
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
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