Vinicius Toledo: “Marcão, não morra abraçado com o mais do mesmo!”

Derrota para o Santos escancarou o que não funciona mais no Fluminense; Marcão tem a faca e o queijo na mão para surpreender o Palmeiras sem morrer abraçado com o "mais do mesmo".




Vinicius Toledo: Marcão, não morra com o "mais do mesmo"
Foto: Marina Garcia / Fluminense FC

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(por Vinicius Toledo)

Fala, galera tricolor! Ufa, o Fluminense tirou a sorte grande. Sim, é isso mesmo. Contra o Santos, a rapaziada do Marcão perdeu apenas de 2 a 1. Ficou baratinho, me lembrou as promoções de aniversário do Supermercado Guanabara. E não estou de sacanagem: se não fosse o Fábio, o Santos teria enfiado uma sacolada histórica no Maracanã na etapa final.

Sem enrolação, a parada agora é a decisão contra o Palmeiras. E a pergunta que martela na cabeça de todo tricolor até a próxima quarta-feira é uma só: “Como o Fluminense entrará em campo?”

No jogo de ida, faltou leitura de jogo da comissão técnica e ainda houve uma demora inexplicável na entrada do Wesley Natã. Após os tropeços recentes e considerando o tamanho da nossa vida na Conmebol Libertadores, três situações estão escancaradas e escancaradas para todo mundo ver:

  1. Canobbio no trio de ataque;

  2. Guilherme Arana na lateral-esquerda;

  3. Hulk como centroavante.

Essas três opções, no meu ponto de vista, deveriam ser descartadas logo de cara para o confronto no Nubank Parque. Insistir nisso é pedir para repetir o mesmo filme triste.

Vinicius Toledo: Marcão, não morra com o "mais do mesmo"
Foto: Cesar Greco / Palmeiras

A hora da verdade e da coragem

Não tem para onde correr, Marcão. Agora é a hora da verdade.

No fundo, a torcida sabe que ninguém faz milagre. O elenco é esse aí, curto em peças decisivas, e o Fluminense tem que se virar com o que tem nas mãos. Porém, momento decisivo pede que o treinador tire algo da cartola. E para tirar algo diferente da cartola, é preciso ter visão, estratégia, conhecimento do adversário e, principalmente, coragem.

A gente já viu este Fluminense ser gigante quando foi valente e vertical. Wesley Natã e Serna pedem passagem, trazem profundidade e dão o respiro que o time precisa para não ficar preso no próprio passe lateral. Não dá para ir para São Paulo apenas esperando o tempo passar ou apostando na sorte.

A bola está contigo, Marcão. O cenário é delicado, não dá para fazer milagre, mas ficar eternizado na história por ter morrido abraçado com o “mais do mesmo” não será nada bom para a sua trajetória no clube. É hora de arriscar e mexer no tabuleiro. Você não tem nada a perder!

Forte abraço e ST!

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Sobre Vinicius Toledo 2176 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!

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