Equipes pretendem defender um período maior de transição caso a Medida Provisória que proibiu as apostas não seja revogada.
Os clubes que acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra os efeitos da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil pretendem insistir em um período maior de transição caso a medida não seja suspensa ou revogada. A informação é do jornalista Diogo Dantas, do jornal O Globo.
Os clubes apresentarão a estratégia na audiência pública que o ministro Luiz Fux convocou para o dia 3 de novembro, às 10h, no STF.
Além dos clubes, participarão representantes do Governo Federal, entidades ligadas ao setor de apostas, associações e a CBF.
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Clubes querem mais tempo para adaptação
A principal demanda dos clubes será por uma transição mais longa caso o cenário atual seja mantido.
A avaliação das equipes é que a implementação ocorreu de forma muito rápida, afetando contratos de patrocínio e planejamentos financeiros já em andamento.
Por isso, caso a suspensão imediata da medida não avance, os clubes devem voltar a defender um prazo maior para se adaptar à nova realidade.
Casas de apostas também pressionam
As empresas do setor também estarão representadas na audiência e defendem a suspensão da Medida Provisória, com a retomada das autorizações concedidas anteriormente.
A discussão envolve, entre outros pontos, segurança jurídica, contratos já firmados e os impactos econômicos da proibição sobre diferentes setores.
Fluminense estará presente
O Fluminense está entre os dez clubes convocados para participar da audiência. Também estarão presentes Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa, além da Confederação Brasileira de Futebol.
Clubes avaliam cenário após eleição
Internamente, parte dos clubes considera que a edição da medida teve forte componente político por ter ocorrido durante o período eleitoral.
Com a conclusão da eleição presidencial, essas equipes entendem que existe espaço para uma nova negociação com o Governo Federal.
A expectativa dos clubes é que a audiência abra caminho para uma solução que reduza os impactos financeiros da proibição e permita uma adaptação mais gradual, caso o Governo Federal mantenha o fim das bets.
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