Carlos Eduardo Eboli criticou duramente os dois veteranos e também questionou a demora de Marcão para substituir jogadores mais experientes.
O comentarista Carlos Eduardo Eboli, do SporTV, fez duras críticas às atuações de Paulo Henrique Ganso e Hulk na vitória do Fluminense por 2 a 1 sobre o Internacional, na noite desta quarta-feira, no Maracanã, pela 33ª rodada do Brasileirão 2026.
Ao analisar a partida, Eboli classificou o desempenho de Hulk como “constrangedor” e também criticou os erros cometidos por Ganso durante o confronto.
Eboli detona Hulk e Ganso
O comentarista começou destacando o baixo nível técnico do primeiro tempo e apontou os dois veteranos como alguns dos principais problemas do Fluminense.
— Foi um castigo o primeiro tempo do Maracanã. Foi um castigo, cara. E os dois times precisavam de alterações pro segundo tempo. O que o Hulk fez ontem em campo foi constrangedor. O Ganso não acertou um único passe.
Eboli também comentou a justificativa de Marcão de que as condições do gramado do Maracanã dificultaram o futebol de Ganso.
— E não adianta só botar na conta do gramado, que é horroroso também. O gramado do Maracanã dificulta muito. Quem gosta de tocar de primeira, de fazer o jogo correr, como é o Ganso, que bota a bola pra correr. O Ganso tem um ritmo cadenciado na movimentação dele. Mas ele bota a bola pra correr. E ele não acertou um único passe ontem.

Comentarista questiona Marcão
Na sequência, Eboli afirmou enxergar uma resistência de Marcão em substituir jogadores mais consolidados dentro do elenco.
— Então, Ganso, Hulk, eles têm uma coisa com o Marcão. Há uma certa resistência do Marcão em fazer alterações com jogadores que estão mais consolidados, têm uma carreira mais… O Marcão demora a ter esse ato reflexo de tirar os medalhões, entre aspas.
Para o comentarista, o Fluminense ganhou outra dinâmica depois das mudanças promovidas no segundo tempo.
— E, logicamente, quando esses jogadores saíram, e aí entrou o Lucho Acosta, entrou o menino Wesley, entrou o Serna, o Fluminense ganha uma dinâmica diferente, fica um time um pouco mais agressivo, mas não tão organizado assim.
“Foi buscar na transpiração”
Eboli também avaliou que a virada tricolor teve mais relação com entrega e intensidade do que propriamente com qualidade técnica.
— Foi buscar na transpiração a virada do Fluminense. Muito longe de ter inspiração. Foi um jogo fraco, tecnicamente, repito. O Inter teve a vitória na mão. E não conseguiu por incompetência, mas as reclamações são justas.
O Fluminense conseguiu a virada na reta final do segundo tempo. Hércules marcou o empate aos 34 minutos, enquanto Lucho Acosta decretou o triunfo por 2 a 1 aos 52.
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