A reta final do Campeonato Brasileiro mexe com os brios, com a matemática e, infelizmente, com as maiores bizarrices geradas pelos gabinetes da bola. Uma reflexão publicada recentemente no Blog do PC Filho, escrita pelo colaborador do Blog Jornalheiros Bruno Vargas, jogou luz sobre uma distorção grave e revoltante no regulamento da CBF para a distribuição de vagas na Conmebol Libertadores.
O texto escancara um cenário tão absurdo que beira o surrealismo: um contexto em que a derrota se torna esportivamente mais vantajosa do que a vitória para um clube na última rodada.
O Explosão Tricolor repercute essa análise que revoltou o mundo do futebol. Confira os detalhes da crítica!

A distorção entre a Copa do Brasil e o Brasileirão
A partir desta edição, o vice-campeão da Copa do Brasil assegura uma vaga na fase preliminar da Libertadores. No entanto, o problema surge na combinação dessa regra com o regulamento da Conmebol que proíbe terminantemente clubes rebaixados de disputarem competições continentais.
Para ilustrar a falha estrutural, imagine o seguinte cenário dramático na última rodada do Brasileirão:
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O Grêmio chega à última rodada como vice-campeão da Copa do Brasil e disputando a sobrevivência contra o rebaixamento, tendo o Botafogo um ponto acima na tabela (com Chapecoense, Remo e Vitória já caídos).
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O Santos ocupa a sétima colocação, sem mais aspirações de subir na tabela e sem riscos de cair. Na última rodada, os confrontos simultâneos são Santos x Botafogo e Grêmio x Mirassol.
O paradoxo: quando perder é melhor que vencer
É aí que a engenharia da CBF produz o cenário kafkiano analisado por Bruno Vargas:
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Se o Santos vencer o Botafogo: O Botafogo empaca na pontuação. O Grêmio, bastando um empate contra o Mirassol, ultrapassa o Botafogo nos critérios de desempate e escapa da degola. Permanecendo na elite e como vice da Copa do Brasil, o Grêmio mantém sua vaga na Pré-Libertadores. O Santos, mesmo vencendo, estaciona na sétima posição e vai apenas para a Copa Sul-Sul-Americana.
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Se o Santos for derrotado pelo Botafogo: O Botafogo se salva independentemente do jogo do Grêmio. O Grêmio afunda para a Série B como o quarto rebaixado. Com a queda à segundona, o regulamento cassa o direito do Grêmio à vaga da Copa do Brasil, que é imediatamente redistribuída via Brasileirão e cai no colo do… sétimo colocado: o Santos.
Na ponta do lápis, para o clube da Vila Belmiro, a derrota torna-se esportivamente muito mais atraente do que a vitória, já que o revés empurra o rival para o abismo e garante o passaporte tricolor para a Pré-Libertadores.
“Estupidez atroz”
Na conclusão do artigo, o autor não poupa críticas à incapacidade técnica dos organizadores do futebol nacional:
“É de uma estupidez atroz. Uma regra que produz um cenário sórdido desses não pode ter vida longa. Precisa ser extirpada imediatamente. É o retrato escancarado da incompetência e da preguiça intelectual de quem dirige o futebol brasileiro. A CBF precisa parar de legislar como um bando de amadores e começar a pensar – um pouquinho que seja – antes de parir regras quixotescas como essa.”
Enquanto o Fluminense faz a sua parte brigando limpa e diretamente no G4 por uma vaga na fase de grupos da Libertadores 2027, o amadorismo dos regulamentos continua ameaçando a credibilidade do nosso futebol.
Qual a sua opinião sobre essa falha bizarra no regulamento? Deixe seu comentário!
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