Após ser demitido, o treinador Levir Culpi divulgou uma nota, onde definiu o Fluminense como o “clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo”. O portal Globo Esporte checou se a declaração do treinador condiz com a realidade.
Levir não delimitou um intervalo de tempo para quando o Fluminense foi o time que mais demitiu técnicos no mundo. Neste ano, ele foi o segundo a comandar a equipe tricolor, após Eduardo Baptista ter sido dispensado pela diretoria. Contando apenas 2016 e analisando os times que estão na Série A e o Vasco, o Fluminense está longe de ser o time que mais demitiu treinadores. O clube das Laranjeiras está na terceira colocação de clubes que menos tiveram treinadores na temporada, com apenas dois, empatado com Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo, Flamengo, Grêmio e Vitória.
Caso se leve em consideração os números desde o início da gestão do presidente Peter Siemsen, em 2011, nem assim o clube está entre os que tiveram mais técnicos:

A assessoria do treinador respondeu a matéria: “Foi um jornal mexicano que publicou isso. Dos dez times do mundo que mais demitem, sete são do Brasil e o primeiro é o Fluminense. A pesquisa vai muito além de de 2011. Ela começou em 2002.”
A publicação do “El Economista” coloca o Fluminense como equipe que mais demitiu treinadores de 2002 a 2014, com 41 técnicos. O jornal fez o levantamento com cinco ligas da América (Argentina, Brasil, Colômbia, Estados Unidos e México) e cinco da Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália).
“Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu.”
A frase acima foi dita pelo técnico Levir Culpi em sua nota oficial. O Globo Esporte também verificou a afirmação do treinador. Confira abaixo:
Levir conquistou a Primeira Liga este ano, mas se 2016 é o ano mais difícil da história do Flu é algo que cabe interpretação. Ele já tinha falado isso em outras entrevistas, mas sem ser tão assertivo como na última segunda. O técnico se refere ao fato de o clube estar sem o Maracanã, mas isso não é novidade.
Em 2005, com o Maracanã fechado para reforma para o Pan-Americano de 2007, o Tricolor teve que mandar alguns de seus jogos em Volta Redonda e São Januário. O clube chegou até a disputar a final da Copa do Brasil, contra o Paulista de Jundiaí, no estádio de São Januário.
Naquele ano, o Fluminense teve um retrospecto de 11 vitórias, 6 empates e 6 derrotas (aproveitamento de 56,5% ) somando Raulino de Oliveira e o estádio do Vasco. Já este ano, o Tricolor 17 vitórias, 7 empates e 8 derrotas (aproveitamento de 60,4%), sendo mandante na Arena da Amazônia, Giulite Coutinho, Kleber Andrade, Los Larios, Mané Garrincha, Municipal de Juiz de Fora e no Raulino de Oliveira. Ou seja, neste ano teve um aproveitamento melhor como mandante.
O Tricolor teve outras temporadas de imensas dificuldades em sua história. Em 1999, disputou a Série C, por exemplo. Em 2015, perdeu o patrocínio da Unimed – que bancava maior parte dos salários do elenco – e a diretoria teve de se virar para manter um time competitivo.
A assessoria do treinador novamente se posicionou: “Talvez essa seja contestável porque o Fluminense não pôde jogar em casa, não teve uma casa para jogar. Não jogou nenhum jogo em seu estádio e só foi jogar no Maracanã agora em outubro. É nesse sentido que ele diz. A nota, ele escreveu de punho e entregou. Por isso está colocado dessa forma. Analisando dessa forma (com o desempenho no estádio Giulite Coutinho e o Fluminense já ter sido rebaixado para a Série C), este talvez possa ter sido um dos anos, estendendo para o plural. Acho que isso pode ser possível. Ele quis falar da dificuldade que teve esse ano de não ter um estádio para jogar e ter atuado em vários lugares diferentes.”
Por Explosão Tricolor / Foto: Divulgação / Fluminense FC
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