A bola pune o amadorismo




FOTO: LUCAS MERÇON/ FLUMINENSE F.C. (Divulgação)



Saiu uma gestão pavorosa, mas entrou outra igual, que possui grande potencial para ser ainda pior que a anterior. Sendo assim, o Fluminense segue sangrando de forma hemorrágica sem qualquer tipo de estímulo para reagir.

Mais uma grande decepção no Maracanã. E o que é pior: diante de 25 mil torcedores. Pois é, apesar das sacanagens dos últimos anos, falta de transparência e tantas outras atrocidades cometidas contra o Fluminense, a torcida comprou o barulho e jogou junto durante os noventa minutos.

No primeiro tempo, nada a reclamar. Porém, a magra vitória de 1 a 0 preocupava. Sim, quem acompanha futebol e, principalmente, o atual Fluminense, sabia que a vantagem parcial era pra lá de perigosa por conta de vários motivos. Primeiramente, futebol geralmente não perdoa a incompetência. Segundo, o sistema defensivo não é confiável por mais que tenha apresentado uma visível melhora nos últimos jogos. Por último, o ataque é de nervos, ou seja, não possui poder de decisão.

Infelizmente, o Fluminense recuou no segundo tempo. Mas ainda assim, o Atlético-MG não conseguia ameaçar. No entanto, as substituições realizadas pelo Marcão sepultaram o time e, consequentemente, deram vida aos mineiros.

A saída do Yony González pesou. Apesar da falta de técnica, o colombiano incomodou bastante a defesa atleticana e ainda foi importante na recomposição. Porém, a saída do Ganso para a entrada do Dodi foi bizarra. Naquele momento, o time precisava de alguém que prendesse a bola lá na frente, ou seja, era jogo para o Nenê. Por mais que o veterano ainda não tenha convencido, ele sabe prender a bola lá na frente e irritar a marcação adversária. E o Fluminense precisava justamente disso, mas o Marcão… 

Pois é, Marcão vacilou. E muito. Faltou leitura de jogo, sobrou medo. Sendo assim, a bola puniu essa postura medrosa que é incompatível com o gigantismo do Fluminense. Dois pontos no ralo e o sentimento de desespero cada vez mais intenso na alma da arquibancada tricolor.

Como torcedor, seguirei cumprindo o meu papel, ou seja, apoiarei até o fim. Entretanto, a realidade é cruel. Com uma diretoria adepta da política da boleiragem e camaradagem, não dá para enxergar nada de positivo. Vou repetir o que já falei aqui no espaço:

“Futebol não se faz com malandragem. Treinamento, ciência e gestão são fundamentais para o sucesso dentro dos gramados. Ou seja, não há mais espaço para velhas práticas amadoras. Infelizmente, o Fluminense parou no final dos anos 80”.

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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