A falta de transparência financeira e o seu reflexo no futebol do Fluminense




"As pessoas são solitárias, porque constroem muros" (Pequeno Príncipe)
“As pessoas são solitárias, porque constroem muros ao invés de pontes” (Pequeno Príncipe)

Uns acham que futebol é somente bola na rede do adversário e cantar sem parar na arquibancada. Com todo respeito, essa turma nem sabe mais o que é o sentimento de indignação com as derrotas e sequer procura saber o que ocorre nos bastidores do clube. Nada contra, mas temos que saber a hora de deixar este tipo de sentimento um pouco de lado para poder conversar sobre o Fluminense de forma mais complexa. Há também a turma “maquiadora”, que sabe trabalhar a imagem de forma manipuladora para deixar transparecer que tudo está lindo e maravilhoso. Além disso, tira alguma vantagem e não está nem aí para o Fluminense. E há uma meia dúzia que consegue enxergar o clube de forma mais ampla e sente uma tremenda dor no estômago quando a coisa está feia.

Acorda pra vida, tricolor!

O clube tá sem grana? Sim, mas o que a Diretoria tem feito para melhorar este cenário?

Que tal começar a reduzir alguns custos?

Há necessidade de tantas empresas terceirizadas?

Ter funcionários próprios gera mais custo que os terceirizados?

Será que alguns executivos estão ganhando muito acima da média do mercado?

Seja num humilde lar ou numa grande multinacional, quando a grana fica curta, a primeira medida a ser tomada para tentar sair do sufoco é a de reduzir despesas.

Gostaria de entender os motivos que estão levando a Diretoria a querer que o Conselho Fiscal aprove um terrível déficit de R$ 46 milhões para 2015…

Analisando este tenebroso cenário financeiro, pergunto: como a Diretoria assinou contratos de quatro anos com o Cavalieri e o Fred? Os dois juntos, consomem mais de R$ 1 milhão dos nossos cofres. Sei que o tricolor mais impulsivo acabará me xingando, mas se o cofre tá vazio, e a dívida aumentará, assinar compromissos longos e pesados, não seria um ato irresponsável? Se no primeiro ano já está registrando um déficit de R$ 46 milhões, nem quero imaginar os cenários de 2016, 2017…

Não sabemos os gastos do Fluminense com os seus funcionários e terceirizados, mas sabemos que os cortes de gastos no futebol estão sendo priorizados. Os reforços contratados pela dupla Mário Bittencourt/Fernando Simoni já provaram que não vingarão ou alguém se aventura a bancar que um destes jogadores marcará época com a camisa do Fluminense? Me incomoda bastante, a falta de cobrança do torcedor tricolor. Cobrar não significa estar jogando contra. Na verdade, jogar contra é achar que tudo está correto e nada deve ser melhorado. O Mário Bittencourt assumiu o futebol sem experiência nenhuma no assunto. Já se passou quase um ano desde que ele assumiu a vice presidência e ainda não consegui enxergar progresso no futebol do Fluminense. Para justificar as contratações dos sete reforços, ele disse o seguinte:

“São jogadores que vínhamos acompanhando através do nosso departamento de scout, fazendo avaliações muito bem detalhadas e que achávamos necessário para fazer uma recomposição do nosso elenco, pois tivemos perdas em razão de término de contrato, venda de atletas e empréstimos que ainda acontecerão”, disse o vice de futebol, no dia 24 de dezembro de 2014. Após a demissão do Cristóvão, o Mário soltou o seguinte:

“Não erramos na avaliação. Toda montagem do elenco teve a participação de todos. Comissão mais do que suficiente para o Carioca, e que avaliaríamos durante o campeonato. Analisando os concorrentes, total condição de ser o primeiro ou o segundo time na tabela. A performance não vinha boa”. Custa admitir que a política de contratar por scout foi um tiro no pé? Conselho: humildade não faz mal a ninguém!

O nosso vice de futebol também merece ser cobrado. A saída do técnico não será a solução dos nossos problemas.

Temos que saber separar o joio do trigo. Em 2013, o Mário Bittencourt foi ao STJD somente para fazer 0,01% de pressão, falar sobre o “Pequeno Príncipe” e fazer com que a torcida do Fluminense seja zoada nas redes sociais pela massa de manobra por mais umas duas décadas. Através da mídia, o STJD já havia dado a entender que condenaria o Flamengo e a Portuguesa. Portanto, vamos desmistificar a atuação do nosso vice de futebol no tribunal. Aproveito a oportunidade para opinar sobre a aposta que o Peter Siemsen fez nele. Na época, o Fluminense estava em crise, mas numa tacada de mestre, o nosso presidente indicou o “mito do tribunal?” Mário Bittencourt para a vice presidência de futebol. Na minha visão, o Peter colocou o “mito do tribunal?” para calar a boca da torcida, afinal de contas, o cara era o “salvador da pátria?”. Resumindo: o Mário Bittencourt é um grande advogado da justiça desportiva, mas ainda tem que “bater muita cabeça” para comandar um Departamento de Futebol. 

Por essas e outras, que o torcedor tricolor está cada vez mais distante do Fluminense. Com a manutenção deste cenário, dificilmente conseguiremos obter novos sócios.

Recado final: independentemente da terceirização, o melhor Marketing ainda é a política da TRANSPARÊNCIA e COMPETÊNCIA que gera a CREDIBILIDADE. 

Apesar de não levar fé, torcerei bastante para que dê certo. Seja bem-vindo Ricardo Drubscky! E pode acreditar: torcerei para que o Mário Bittencourt aprenda com os erros e dê uma virada bonita, pois, no final das contas, o que importa de verdade é o Fluminense!

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo

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