A gestão de grupo do Fluminense




Marcão (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



No último domingo, (28) o Fluminense enfrentou o Atlético-MG em busca da sonhada vaga direta para a Libertadores da América e fora o show de horrores da arbitragem, duas situações em específico chamaram a atenção do torcedor.

A primeira delas, a manutenção do Caio Paulista no time titular, mesmo apresentando um futebol abaixo da crítica desde que retornou de lesão. A outra, e não menos importante, foi a entrada de Wellington no time, mesmo tendo à disposição jogadores da mesma posição como Nonato, Calegari e o próprio André que jogou mais adiantado para acomodar a alteração.

É senso comum entre os torcedores do Fluminense, que um dos principais motivos pelo qual Marcão vem escalando e realizando as substituições é a famigerada “Gestão de grupo”. Mas afinal qual o significado da palavra Gestão para a comissão técnica tricolor?

A percepção geral é de que no Fluminense a gestão de elenco significa dar prioridade de oportunidades para os medalhões do elenco ou jogadores contratados pela gestão, deixando para trás jogadores em melhor momento ou atletas com destaque na base como Matheus Martins, John Kennedy, Wallace e o próprio Calegari, que foi o melhor jogador em campo na vitória sobre o Internacional no Maracanã. O problema é que esse modelo de gestão gera impactos negativos para o desempenho do time e do clube como um todo, uma vez que o principal fator não vem sendo levado em consideração. O aspecto técnico.

Caio Paulista e Wellington fazem um ano fraco, e são figuras carimbadas nas listas de relacionados de Marcão. Em defesa ao primeiro, constam os 2 meses de bom futebol atuando no esquema de Roger Machado. Porém o ano possui 12 meses e isso não pode ser o suficiente para garantir tamanha minutagem desse jogador. Já Wellington sequer tem uma boa sequência desde que chegou. Sem mais nem menos, de última opção para o meio, inicia como titular em um jogo contra o melhor time do campeonato. Essas são algumas das muitas incoerências no futebol do Fluminense.

Ao contrário do que muitos dizem, o principal responsável pelo que vai a campo e das mudanças que são feitas durante os jogos é o técnico e não cabe aqui conjecturar se há ou não interferência externa nas tomadas de decisões. Se Marcão aceitou o desafio, precisa ser enaltecido ou criticado pelo trabalho que fizer. Portanto, precisa ser cobrado.

Ter um bom relacionamento com os atletas é apenas uma parte de uma boa gestão de elenco. Mas saber usar as suas peças de acordo com os jogos, dar chances a jogadores em melhores condições físicas e técnicas, e até mesmo barrar jogadores que agreguem pouco ao desempenho do time precisa ganhar protagonismo no futebol profissional do clube. Não dá para trabalhar apenas em cima de amizades, pois sem competência fica muito difícil ser campeão!

Seguimos juntos e cobrando um Fluminense mais profissional, coerente e vencedor!

Saudações tricolores!

Yuri Soeiro

Twitter: @SoeiroYuri



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