A história pede socorro




Foto: Acervo do Fluminense (Divulgação)



A história pede socorro

“Nós somos a história!” Essa frase é a que mais representa o sentimento do torcedor tricolor. E não é para menos. Por mais que distorçam os fatos e invertam valores, o Fluminense realmente é a história. Se alguém ainda tem dúvida, basta fazer uma pesquisa sobre o início do futebol no Brasil.

É uma árdua luta fazer com que o passado se perpetue pela eternidade. Num país onde os valores mais nobres da vida estão cada vez mais raros, a torcida tricolor não pode deixar que a chama verde, branca e grená se apague. Jamais! Em hipótese alguma. A luta é desigual, o sistema é cruel, mas o gigante Fluminense resiste. Doa a quem doer.

Por falar em resistência, neste 11 de maio, o lendário Estádio de Laranjeiras completa 100 anos. O que falar do berço do futebol brasileiro? Na Álvaro Chaves com Pinheiro Machado, surgiu o termo torcedora. A seleção brasileira iniciou sua história nas Laranjeiras. Além do primeiro jogo, o Brasil conquistou o seu primeiro título no estádio do Fluminense.

O palco tricolor serviu até para a apresentação de um monomotor Força Expedicionária Brasileira (FEB), que foi enviado para a Segunda Guerra Mundial. Detalhe importante: ele foi um presente dado pelos sócios do clube. Sim, o Fluminense deu a sua contribuição na luta contra o nazismo.

São várias as histórias, muitas nos livros, outras que tive a oportunidade de vivenciá-las nos anos 90  e por aí vai. No entanto, o templo sagrado verde, branco e grená pede socorro. Na verdade, grita desesperado. Não dá para virar as costas e fingir que está tudo bem. Lutar pela preservação da nossa história é uma obrigação de todos.

Hoje é dia de exaltar o Estádio de Laranjeiras, mas também de cobrar. A história pede socorro lá na Álvaro Chaves. Já dizia o profeta Nelson Rodrigues…

“Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória”.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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